Nada conta melhor a história da Xiaomi do que este dado: a marca acaba de subir ao segundo lugar do top mundial de fabricantes de smartphones, ultrapassando a Apple com uma margem confortável de diferença, para ter agora uma quota de 17% do mercado.

Isto coloca a marca perto da dominância, já que a Samsung está logo acima com 19%. Mas, enquanto num mercado muito difícil, a Samsung viu um crescimento de 15% nas suas vendas, a Xiaomi subiu 83%, em boa medida pela sua meteórica expansão na América do Sul e África, onde cresceu respetivamente 300% e 150%.

No último trimestre de 2020, a Xiaomi atingiu os 43.4 milhões de unidades vendidas, um crescimento homólogo de 31.5%, ultrapassando a Apple no terceiro lugar. No primeiro trimestre de 2021, a Apple conquistou 15% do mercado, tornando-se a nº2, enquanto a Xiaomi continuava a crescer, com 49.4 milhões de unidades distribuídas, um crescimento homólogo de 69.1%.

Na Europa, a Xiaomi também tem levado a bom porto a sua política de proximidade com os seus utilizadores, apostando na abertura de lojas que oferecem um serviço muito proximal, com uma aposta para não se focar apenas nos pontos mais elitistas.

Segundo a Canalys, um dos pontos mais atraentes da Xiaomi são os seus preços em média mais baixos que as principais concorrentes, Samsung e Apple, o que é fácil de compreender no mercado atual. Mas para a agência, a Xiaomi deve ter como objetivo crescer também no segmento premium. Claro que os preços da Xiaomi são fáceis de explicar com o compromisso de 5% de lucros que a empresa tem e que vem reiterando, sempre prometendo que o excedente será sempre investido nos seus clientes (ou seja, no R&D, no custo-benefício dos equipamentos.

Numa carta enviada aos colaboradores da Xiaomi, Lei Jun, fundador, Presidente e CEO da Xiaomi, realçou que chegar ao 2º lugar mundial é um marco histórico, o culminar de 5 anos de auto-melhoramento sob condições difíceis, durante os quais as capacidades de conceção de produtos da Xiaomi abriram o caminho ao segmento premium e a uma dominância de mercado.

E, efetivamente, se o objetivo da marca é agora destronar a longa história de dominância da Samsung, para o conseguir, a Xiaomi continua a inovar em diversas áreas, que vão do hardware à inteligência artificial, com a sua smart factory a começar a laborar, permitindo a produção de um milhão de unidades por ano, além de facilitar a pesquisa e desenvolvimento de novos materiais, componentes e equipamentos.

A história de sucesso da Xiaomi faz-se, acima de tudo, de parcerias. A marca tem mostrado maior maturidade na gestão do mercado internacional, esforçando-se por garantir serviços pós-venda de qualidade e um branding de prestígio. Equipamentos como o Mi 11 Ultra mostram que a marca está cá para fabricar os melhores smartphones possíveis com a tecnologia de ponta de que dispõe, enquanto os Redmi mostram que a Xiaomi não perdeu as raízes.

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