AMD Ryzen
AMD Ryzen

No mesmo dia em que anunciou os primeiros computadores always connected, na forma dos HP Envy x2 e ASUS NovaGo, a Qualcomm apanhou o mundo tecnológico de surpresa com o anúncio de uma parceria para os computadores Windows on ARM de gama alta.

Esta aliança verá em breve a criação de todo um novo grupo de computadores portáteis com características incomuns que irão combinar a capacidade dos modems da Qualcomm, com a plataforma AMD Ryzen Mobile, que integra núcleos gráficos Radeon Vega. Os chips, pensados para serem compactos mas, ao mesmo tempo, oferecerem performance perto da de um desktop tradicional, oferecem inúmeras vantagens face às actuais gráficas integradas da Intel e poderão, em teoria, colocar capacidades de gaming de gama média dentro de portáteis leves e compactos.

Ora onde a Qualcomm realmente domina neste momento é nas comunicações móveis, e o casamento entre os chips Ryzen e o seu modem X16 LTE significa que um portátil de gaming passaria a ter conectividade constante via rede LTE, como qualquer smartphone, colocando nas mãos do gamer a possibilidade de jogar com boas velocidades em qualquer momento ou lugar, desde que a rede tenha cobertura capaz. Boa sorte com isso em Portugal, claro.

Longe de anunciarem oficialmente qualquer produto, Qualcomm e AMD ficaram-se pela parceria e é difícil adivinhar totalmente o que sairá daí.

2017 viu definitivamente a ressurreição da AMD como uma força maior no processamento e nas placas gráficas, saindo da sombra da NVIDIA e da Intel. Recentemente, Intel e AMD anunciaram mesmo uma parceria para integração de gráficas Radeon Vega nos futuros Intel Core H. Estranha é a ausência da NVIDIA que, enquanto aposta forte nos veículos autónomos, não tem sido profícua em parcerias de relevo.

Entretanto, a Qualcomm está definitivamente a querer chegar ao mercado dos computadores, enquanto parece lutar para se manter fora das garras da Broadcom. Se o conseguir fazer, 2018 será de facto um ano muito interessante!

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