Uma boa parte do meu trabalho para a TekGenius baseia-se fortemente em trabalho durante viagens de e para o trabalho, dependendo fortemente por isso de um dispositivo móvel com boa capacidade de processamento, grande ecrã, bateria, e fundamentalmente são. É por isso que sou um confesso adepto de equipamentos como o Huawei Mate 10 Pro ou o Samsung Galaxy Note 8, e nunca deixei o meu Mate 9 em casa.

Então o que está a mudar para me ter deixado conquistar por um pequeno ecrã de 4.5 polegadas e um teclado físico que muitos são rápidos a desprezar? Bom, de modo simples, o BlackBerry KEYone é um colossal aliado da produtividade, altera profundamente as ferramentas ao nosso dispor, amplia os nossos horizontes e muda todas as expectativas sobre um smartphone para trabalhar.

Uma das melhores autonomias do mercado

Uma das maiores constatações que fiz desde que comecei a usar o BlackBerry KEYone como smartphone principal foi que nunca mais andei com o carregador na mochila. Mesmo no caso do Huawei Mate 9, o carregamento de segurança ao final da tarde era um hábito, devido a horas de navegação em 4G e constante escrita. No entanto, com o KEYone é típico chegar ao final do dia 30% ou 50%, e geralmente carrego o dispositivo pela manhã enquanto trato da higiene matinal antes de ir trabalhar.

Diversos factores contribuem para uma autonomia notável numa bateria de 3,505mAh, a começar pelo Snapdragon 625 que será dos melhores no mercado em relação potência-consumo.

Talvez o maior truque para a poupança energética seja o teclado físico. Num mundo de ecrãs bezel-less, o aspecto funcional é demasiado negligenciado: um teclado virtual são alguns milhares de pixeis com animações e iluminação que consomem bateria directamente e através da capacidade de processamento que requerem. Já o teclado físico do KEYone tem circuitos mais simples, não necessita de processamento ao pixel e é, consequentemente, muito mais económico do ponto de vista energético.

Dependendo das necessidades de cada app, podemos limitar o seu consumo, mesmo em primeiro plano.
Dependendo das necessidades de cada app, podemos limitar o seu consumo, mesmo em primeiro plano.

No geral, o BlackBerry KEYone parece possuir um excelente controlo sobre o consumo da sua bateria. É difícil perceber onde está o truque, mas o KEYone perde muito menos bateria em 4G ou em streaming do que qualquer smartphone que eu tenha experimentado recentemente. É mesmo possível configurar app a app o perfil de consumo!

Quando de facto temos de o carregar, podemos optar por um carregamento normal ou por um optimizado. O chamado Boost coloca o smartphone num modo de poupança de bateria que aumenta muito obviamente a velocidade a que este carrega.

O BlackBerry KEYone é o primeiro Android em anos que me dá uma segurança plena de que a bateria me vai durar o dia todo, sem ansiedade ou receios.

O teclado físico faz tudo (e ainda mais)

Os mais jovens entre nós poderão não dar grande valor ao teclado físico, ainda que muitos acabem por comprar teclados externos para os seus smartphones ou tablets num momento ou outro. Mas quem passa o dia a escrever, compondo texto e documentos compreende absolutamente como este teclado é diferente e mais completo.

Copiar e colar ou desfazer uma acção são tarefas desnecessariamente complicadas em ambiente Android. Mas com este teclado posso usar comandos como Crtl+C e Ctrl+V para movimentar conteúdos sem qualquer falha. São mais práticos que o long press nos teclados virtuais e não me obrigam a reconfigurar o cérebro quando mudo de smartphone para PC.

Os atalhos a partir do teclado físico são uma das marcas do BlackBerry KEYone.
Os atalhos a partir do teclado físico são uma das marcas do BlackBerry KEYone.

Tenho também ao meu dispor mais de 50 atalhos de toque curto ou longo para aceder a apps ou acções com um único toque a partir de pontos onde nenhum outro smartphone tem um teclado activo! A quantidade de gestos possíveis para navegar ou alterar texto é simplesmente impressionante. Finalmente, tal como nos melhores teclados, temos também uma lista praticamente infinita de substituição de palavras quando escrevemos abreviaturas, como hoje em vez de hj, ou TekGenius quando escrevo tkg, Snapdragon com snpd, e uma longa lista de opções que automatizam inúmeras palavras que uso frequentemente.

O teclado tem ainda a vantagem de acelerar todo o processo de utilização do dispositivo. Como está simplesmente sempre disponível, a app não tem que ser aberta cada vez que activamos um campo de inserção de texto em qualquer app ou documento, nem a janela é redimensionada para encaixar o teclado. Mais rápido se torna tudo se pensarmos que via gestos no teclado poderemos fazer scroll em qualquer direcção num documento ou página web. Acabam-se aquelas situações em que navegar num documento está constantemente a activar ou desactivar o teclado virtual!

Com o teclado físico do KEYone, toda a operação do smartphone é mais ágil e rápida, e uma vez que dominemos as possibilidades de escrita por swipe, press e previsão, escrever com o KEYone parece algo que nascemos a fazer.

Trabalhar em ecrã dividido finalmente compensa

Este é um ponto surpreendente. Embora o trabalho em ecrã dividido seja hoje normal em qualquer Android, nenhum outro consegue fazê-lo com a elegância do KEYone. Desde que o uso que trabalhar duas janelas em paralelo se tornou um hábito meu.

Num ecrã normal, enquanto tiramos notas numa app e lemos um documento noutra, a alternância entre elas vai fazer o teclado aparecer ou desaparecer, conforme existam campos que activem a inserção de texto. O resultado são janelas constantemente em movimento, ocupação de memória desnecessária e lentidão.

Graças ao teclado físico fixo, trabalhar em ecrã dividido é fantástico.
Graças ao teclado físico fixo, trabalhar em ecrã dividido é fantástico.

Pelo contrário, como o teclado é fixo no KEYone, podemos alternar entre janelas sem qualquer alteração das suas dimensões, toques em falso ou activações espúrias do teclado virtual. Na esmagadora maioria das vezes, só tocaremos no ecrã para alternar entre as janelas activas, e usaremos o teclado para o swipe e para a escrita. Este foi um ponto que pude mostrar a diversos profissionais que não consideravam sequer intuitivo trabalhar em ecrã dividido.

Um máximo de informação num só local

Faz parte do meu trabalho: tenho de contar com pelo menos três serviços de mensagens, várias contas de correio, e múltiplas redes sociais. Regra geral, isto implica receber notificações de todas e ter que ir a cada uma delas para tratar de cada uma. A implementação do BlackBerry Hub muda isso por completo.

O meu cliente de email é o Inbox By Gmail. A app organiza de modo sublime a minha correspondência e notifica-me sem falhas do que é mais importante, pelo que tive grandes dúvidas ao integrar o email no Hub. A questão é que o Hub integra-se em todos os serviços com uma fluidez acima de qualquer dúvida.

Ao o abrirmos veremos todas as nossas mensagens das diversas contas e serviços, pelo que numa única app temos concentradas as ocorrências de uma dezena. Responder no whatsapp ou a um email recebido pelo Inbox pode ser feito a partir do hub, e o mesmo é válido para as SMS banais. Mas o Hub não retém estas comunicações: um email enviado via Hub vai para os enviados do Inbox, uma resposta dada no WhatsApp vai para o histórico do Whatsapp, e o mesmo é válido para o Facebook e outras redes sociais.

O tempo que poupamos com a capacidade organizativa do BlackBerry Hub é difícil de imaginar até o utilizarmos. É imediato, e mostra-nos tudo sem saltos entre apps. Excelente.

Perto do ideal?

Não há smartphones perfeitos. Na melhor das hipóteses, existem uns mais polivalentes que outros, e uma terrível diversidade de definições pessoais do que é um smartphone ideal.

O BlackBerry KEYone cai muito em cima da minha definição do que é um smartphone ideal para o profissional activo e workaholic. Reparem: compreendo que não será aqui que verei as minhas séries em grande ecrã, nem onde jogarei confortavelmente os meus jogos favoritos. Mas a verdade é que raramente vejo séries no telemóvel e, na melhor das hipóteses, tenho tempo para menos de uma hora de jogos por dia, alguns dias por semana. Não são necessidades que sinta de modo extremo e, se as sentem, então o BlackBerry KEYone não foi feito para vós.

Aquilo de que sinto necessidade extrema é que me facilitem o trabalho quando o tempo é limitado, que me ofereçam ferramentas que me permitam cumprir os meus objectivos de produtividade, que o façam sem complicações, e que me retirem a ansiedade da bateria.

O BlackBerry dá-me cada um desses elementos sem restrições. Do teclado excepcionalmente completo e configurável, ao Hub que me corta para menos de metade o tempo necessário para a consulta de todas as notificações, passando pela segurança implementada, o KEYone simplesmente revolucionou aquilo que faço e como faço. A isto acrescenta-se uma suite de segurança interessante, uma câmara das melhores do mercado (falarei dela posteriormente) e, acima de tudo, uma grande facilidade de utilização sem esconder o jogo ou desconforto.

Não é perfeito: as teclas podiam ser algo maiores, a sua resistência ao press algo menor, e a capacidade de processamento poderia ser maior para documentos pesados, mas do ponto de vista da produtividade medida em qualidade, quantidade e disponibilidade, o BlackBerry KEYone é o mais perto que podemos chegar neste momento a um smartphone ideal para profissionais.

O seu maior rival será mesmo o BlackBerry KEYone Black Edition e eu colocaria facilmente este dispositivo lado a lado com o Mate 10 Pro e o Samsung Galaxy Note 8 em termos da amplitude de capacidades acrescidas que oferecem ao utilizador. Poderemos argumentar sobre o diferencial de potência ou ecrã, mas o que cada um oferece é mesmo diferentes ferramentas para diferentes estilos de trabalho e, nesse campo o BlackBerry KEYone não tem rival para os profissionais activos.

Mais, melhor e por mais tempo, são os pilares da produtividade do KEYone.

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