Vinte anos depois, o Doom II ainda me arrepia.

OK pessoal, estas linhas vão ser difíceis de escrever porque são uma espécie de confissão: adoro jogar no telemóvel. Depois de tantos artigos a louvar o BlackBerry KEYone e o BlackBerry Key2 como ferramenta de trabalho, tenho de admitir que a vida com teclado físico não é só emails, memos e textos. Há também muita diversão, e se bem que poucos considerariam o KEYone como um smartphone ideal para gaming, essa apreciação não podia estar mais longe da verdade quando entramos num universo muito específico do gaming: os emuladores.

No admirável mundo Android não faltam emuladores, nem consolas para emular, e podermos assim jogar os nossos jogos clássicos favoritos em qualquer smartphone com alguns anos ou menos, mas acima de todos eles ergue-se o BlackBerry KEYone. Imaginam porquê? Por causa do teclado físico, obviamente.

 

Teclas físicas: como a natureza quer que os jogos se joguem

Gaming com emuladores é uma “cena” na comunidade KEYone. Imaginavam?

É um facto. O charme do KEYone (e do Key2) para os puristas dos emuladores é que a experiência é muito mais interessante quando não estamos a utilizar controlos virtuais que os jogos nunca tiveram, sobrepostos sobre os gráficos no ecrã, mas sim teclas físicas com feedback táctil e que podemos mapear à vontade para simular um computador ou consola. Não quero jogar Doom II com teclas virtuais a comerem-me o ecrã, quero movimentar o Doomguy com as teclas WASD, como o jogo nasceu para ser jogado!

Com o emulador certo, podemos configurar a tecla de volume para servir de gatilho e ganhamos um simulacro de comando de ombreira. E isto é verdade para o meu favorito Doom II, como é para Zelda, Mortal Kombat, Metal Gear Solid, Mario Kart, Final Fantasy ou qualquer outro jogo ou consola que ainda vos faça sonhar com tempos já passados.

Nem mais, nem menos: a medida certa

Para quem é aficionado dos emuladores, um moderno ecrã 18:9 é sumamente inútil, mas o ecrã 3:2 do KEYone é outra história. Para emular GBA, NDS ou mesmo Play Station 1, o ecrã permite encaixar quase na perfeição os jogos.

Emulação GBA no BlackBerry KEYone e no excelente Huawei Mate 20 Lite

Em modo de paisagem, nenhum smartphone enche o ecrã com um bom Doom II ou Mortal Kombat quanto o KEYone, e em modo vertical, então podemos configurar um perfil de teclas que permita utilizar as duas mãos ao mesmo tempo. Mover com a esquerda via WASD, distribuir uns kicks com as O e L. Isso já é algo que depende das preferências de cada um.

BlackBerry KEY2 ou BlackBerry Key2?

Em boa verdade, tudo o que o KEYone faz, o Key2 faz melhor e tudo o que disse acima é válido também para o Key2. Então, porque é o KEYone o tema deste artigo?

Em boa parte, é circunstancial: à medida que o Key2 se torna o meu principal smartphone de trabalho, o KEYone fica liberto para guilty pleasures. O que não significa que não tenha vantagens óbvias.

Metal Gear Solid. Que nunca se viciou neste clássico da PS1?

A mais óbvia será talvez o preço. Neste momento o BlackBerry KEYone encontra-se a um valor substancialmente inferior ao Key2 e, para apostar principalmente em emuladores podemos abdicar da potência extra que este equipamento oferece. Mas as teclas do KEYone estão também mais próximas umas das outras. É algo que o torna menos ágil a escrever, mas potencia comandos físicos mais perto uns dos outros.

Por seu turno, o Key2 tem potência uma utilização mais polivalente para lá dos emuladores, e é verdade que alguns poderão preferir as teclas mais separadas para melhor distinguir umas das outras quando for necessário aquele golpe mais certeiro. Com as teclas laterais deslocadas todas para o lado direito, configurar Volume Up como gatilho torna-se também mais ergonómico.

E então, quais emuladores?

O número de emuladores para consolas clássicas cresce todos os dias, e a maioria permite mapear teclas físicas para salvaguardar comandos ou teclados externos. Ou teclados como os dos BlackBerry KEYone e Key2.

Mais de vinte anos depois, o Doom II ainda me arrepia.

O emulador que mais utilizo é o My Boy! para emular Game Boy Advance, e a versão gratuita é suficiente para as minhas necessidades. Posso criar layouts e perfis de teclas para jogos específicos, ou layouts para quando quero jogar o mesmo jogo na vertical ou horizontal. Entretanto, para emular PS1, a melhor opção pareceu-me o ePSXe para android. Não é gratuito, mas é intuitivo e faz extremamente bem o que necessitamos que faça com grande estabilidade.

Portanto, é isto. Se são adeptos dos emuladores clássicos, os BlackBerry KEYone e Key2 são provavelmente os melhores smartphones que podem encontrar.

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