O tipo de memórias que cada fabricante utiliza nos seus smartphones é algo sobre o qual gostaria que todos fossem mais honestos, mas tão cedo não vai acontecer. Com cada novo smartphone, os fabricantes focam-se na quantidade e os consumidores ficam algo perdidos, não percebendo que nem todas as memórias nascem iguais. Agora, a JEDEC publicou as especificações para as novas memórias UFS 3.0 que duplicam a velocidade já excepcional das memórias UFS 2.1.

Se estão a utilizar o vosso smartphone numa utilização quotidiana razoável, poderão nunca perceber as velocidades radicalmente diferentes de uma memória UFS 2.1 ou eMMC 5.2. De facto, após ter utilizado os Huawei P10 e P10 Plus no rescaldo do escândalo das diferentes memórias utilizadas na mesma família de dispositivos, posso dizer que a diferença está lá, mas não se nota excepto em casos extremos.

Só que esses extremos irão generalizar-se com o vídeo UHD, o multimédia de alta resolução, realidade aumentada e inteligência artificial. Nenhuma destas tecnologias pode atingir o seu expoente máximo com memórias eMMC e mesmo as memórias UFS 2.1 estarão no seu limite brevemente.

As novas memórias UFS 3.0 duplicam da noite para o dia a largura de banda das UFS 2.1, ao mesmo tempo que consomem menos energia, graças a métodos de fabrico mais evoluídos e eficientes. O consumo passa a ser de 2.5V, face aos 2.7V mínimos da geração anterior, enquanto que a largura de banda passa para 11.2Gbps por via, 22.3Gbps de fluxo máximo de dados, ao mesmo tempo que procura minimizar a carga do processador na gestão do sistema de armazenamento.

Os standards agora publicados não se esqueceram dos veículos autónomos e computação geral para veículos, incluindo temperaturas de funcionamento alargadas, para entre -40ºC e 105ºC.

Para os smartphones dos próximos anos, o padrão UFS 3.0 será fundamental. A previsível disseminação dos conteúdos de alta resolução e elevada carga de dados significa que as novas memórias não só poderão encaixar as expectáveis taxas mais elevadas de leitura e escrita, como o poderão fazer com menor consumo energético e com menor sobreaquecimento dos dispositivos, em última instância permitindo optimizar o consumo energético global.

A par com novos processadores fabricados com recurso a litografias mais eficientes e optimizações a nível da arquitectura global dos subsistemas de um smartphone ou dispositivo, as memórias UFS 3.0 serão um elemento diferenciador na autonomia da bateria dos nossos dispositivos futuros.

 

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