Google e Facebook, os dois gigantes tecnológicos, têm sido os principais provedores de notícias dos últimos anos, sobrepondo-se inclusivamente aos meios de comunicação tradicionais, e aglomerando notícias de diversas fontes. Entretanto, os jornais tradicionais esperavam que com isso obtivessem receitas acrescidas, expectativas que saíram goradas. Nos EUA, a News Media Alliance solicitou alterações ao modo como as notícias podem ser partilhadas nas redes sociais e, em resposta, o Facebook estará a preparar um serviço de subscrição de notícias para ser lançado ainda em 2017. Mas não será ainda a solução ideal.

Para os representantes da imprensa tradicional, a questão centra-se nos lucros gerados por Facebook e Google, que fazem das notícias actuais um dos seus conteúdos mais populares. Por seu turno, os leitores depois nem sempre seguem os links para os jornais originais, nem subscrevem esses serviços.

Para mitigar essa questão, o Facebook estará já a testar uma nova funcionalidade que permitirá aos seus utilizadores subscrever publicações de notícias. Não seguir simplesmente os jornais que as publicam, mas uma subscrição mais profunda, directamente subscrevendo a publicação, embora os detalhes ainda não estejam totalmente revelados. Para a imprensa, esta nova opção levará a que os utilizadores da rede social possam subscrever os seus conteúdos mais directamente, portanto inclusivamente pagar por eles.

No entanto há um importante reverso da medalha, já que a preocupação continua a ser que são as publicações jornalísticas quem tem de arcar com o peso financeiro da investigação e publicação, quando as redes sociais recolhem uma boa fatia de lucro pela veiculação dos conteúdos. A solução poderá assim não ser totalmente ideal para publicações que já se encontram com dificuldades financeiras e carecem de investimento extra.

Por outro lado, a opção será de levar com cuidado para a frente, já que corre o risco de ajudar a veicular notícias falsas e não-verificadas, já que o modo como o Facebook apresenta as notícias pode confundir os utilizadores como sendo conteúdo da responsabilidade da própria rede social.

Para os leitores continuarem a usufruir de notícias de qualidade e se conjugarem os interesses de todos envolvidos, desde as redes sociais, aos jornalistas que fazem todo o trabalho, estas últimas duas partes terão que se sentar à mesa e conversar a sério sobre como todo o processo será levado a cabo.

Afinal, o direito de acesso à informação só existe quando estão reunidas as condições para a criação dessa mesma informação por parte dos profissionais qualificados.

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