Ricard Yu disse-o na conferência de imprensa em que foi revelado o novo Huawei Mate Xs: a Huawei tem sido uma parceira da Google há 10 anos, contribuindo para o desenvolvimento da inovação e do ecossistema Android. Ao longo de todo o processo de bloqueio da Huawei por parte da administração Trump, a Google foi talvez a empresa que menos interesse mostrou – pelo menos publicamente – em voltar a negociar com a Huawei. Isso parece estar a mudar.

Talvez a Google esteja a sentir a pressão de milhões de dólares em jogo, caso a Huawei consiga avançar com o seu consórcio de marcas para uma alternativa ao Android e à PlayStore. A App Gallery já é, na verdade, a terceira maior loja de aplicações!

Portanto, depois de meses que outros nomes, como a Micron e a Microsoft, procuraram obter licenças para voltar a negociar com a Huawei, parece que a Google finalmente se candidatou a uma licença para fazer o mesmo. Como a Google sempre disse, se a preocupação do governo Americano é a segurança, então é muito pior uma solução sem controlo da Google, do que um ecossistema Android colaborativo.

Caso a Google consiga obter licença para negociar com a Huawei, a marca Chinesa poderá voltar a utilizar os GMS nos seus smartphones, permitindo aos utilizadores utilizar os serviços Google sem restrições.

Resta saber se a Google ainda vai a tempo de recuperar a confiança em si por parte das marcas Chinesas que, nesta altura, poderão estar pouco interessadas em depender de um sistema sujeito a manias e paranóias políticas.

Primeiro contacto: Huawei Mate Xs

 

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