A HTC pode continuar com problemas financeiros a nível do negócio de smartphones, mas está a apostar forte no seu grande sucesso de vendas: os HTC Vive. A desvantagem maior dos Vive é mesmo a necessidade de se encontrarem acoplados a um computador e não um qualquer, mas um potente, capaz de suportar os requisitos da realidade virtual. Só que hoje os HTC Vive disseram adeus aos PC e disseram olá à cloud, deixando de necessitar de qualquer computador para funcionar.

É difícil imaginar que quem é capaz de pagar para cima de €500 pelos HTC Vive não possua um computador potente para os acompanhar, mas pode acontecer, e muitos consumidores podem estar interessados em usufruir de conteúdos de realidade virtual sem quererem os custos de um computador.

A HTC assinou por isso uma parceria com a Dalian Television e a Beijing Cyber Cloud para os HTC Vive poderem utilizar os serviços de internet dos parceiros. A mudança será brutal: em vez de necessitarmos de agarrar os Vive a um computador, poderemos emparelhar os óculos VR a uma box com de banda larga com 60Mbps de download. A partir daí, os assinantes de uma subscrição mensal poderão ter acesso ilimitado a conteúdos VR no Viveport.

Esta opção é interessante porque depois de comprarmos os HTC Vive e um computador, ainda teremos de adquirir os conteúdos VR para consumo. A proposta de, com uma assinatura mensal, termos acesso a tudo, será eventualmente mais económica, mas não é isenta de desvantagens: a latência via Internet será substancialmente maior do que com um computador ao lado, a rede pode falhar, ou os servidores sobrecarregar.

No entanto, se o teste correr bem para a HTC Vive, este modelo poderá ser aproveitado para outras cidades e mercados, não só pela HTC, mas igualmente pela Oculus e outros nomes da realidade virtual.

 

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