O Kirin 980 foi o primeiro processador mobile anunciado numa litografia de 7nm, mas o A12 Bionic da Apple foi o primeiro a chegar ao mercado com o lançamento dos iPhone Xs, Xs Max e Xr. Faltam agora o Qualcomm Snapdragon 855 e o futuro Exynos 99820 para se completar aquele que será o quarteto de processadores mais performantes do ano. Mas, se a Apple tem sabido manter uma vantagem em performance face aos seus equivalentes Android, desta vez a Huawei está confiante que o Kirin 980 poderá reverter essa vantagem e mostrar melhor performance que o A12 Bionic.

Segundo a própria Huawei, o Kirin 980 é o resultado de um trabalho de 3 anos de desenvolvimento, até chegar a ser um produto que oferece um aumento de 75% da performance sobre o Kirin 970, com 57% de ganho em eficiência energética, ou 178% no caso da GPU.

Um ponto fundamental e talvez menos destacado, é que o Kirin 980 é o primeiro processador do mundo com um modem LTE Cat.21, com velocidades máximas de download de 1.4Gbps, tudo dependendo, obviamente, da rede disponível para o modem e em Portugal tais velocidades serão muito certamente difíceis de obter. No entanto, a mera existência da capacidade para tirar proveito do máximo que a rede LTE pode dar e a tecnologia para combinar múltiplos canais de chegada permitirá ao Kirin 980 uma performance teórica superior à dos modems actualmente no mercado. O Kirin 980 é igualmente 5G ready, significando que poderá operar dentro da rede 5G, desde que munido de um modem externo 5G, que provavelmente não será lançado no Huawei Mate 20, mas mais provavelmente no Huawei P30, em 2019.

Finalmente, a Huawei destaca a Dual NPU capaz de analisar 4,500 imagens por segundo e de levar a cabo 5 triliões de operações por watt, números muito semelhantes ao que sabemos actualmente sobre o A12 Bionic. Ambos os processadores incluem ainda um número idêntico de transístores: 6.9 biliões, o que permite à Huawei apregoar a superioridade do seu Kirin 980, ou pelo menos a igualdade de circunstâncias.

As especificações puras do processador são apenas um dos pontos que pode influenciar a performance final do produto. O Huawei Mate 20 deverá tirar o máximo partido do Kirin 980 com refinamentos a nível da arquitectura interna e qualidade dos componentes e, se ainda estamos a três semanas do lançamento deste dispositivo, é significativo que a Huawei se sinta suficientemente confiante para acreditar publicamente que tem um processador capaz de superar o A12 Bionic. Seria um marco histórico, tendo em conta a superioridade de que os processadores da Apple sempre gozaram, considerando a intimidade entre processador, sistema operativo e hardware de que gozam, e tendo em conta que a Huawei é uma empresa significativamente mais recente, que tem feito avanços notáveis neste campo.

 

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