A imagem em todas as suas formas é hoje um dos grandes investimentos da Huawei e um dos seus maiores pontos de diferenciação: das câmaras Leica à tecnologia GPU turbo, a marca Chinesa mostra-nos que compreende a importância da imagem num smartphone, seja na fotografia, utilização quotidiana ou gaming. No caso do Honor Note 10, a Huawei pode estar a preparar-se para mais uma inovação de monta: a capacidade para colocar imagens 2K no ecrã FHD do dispositivo. É possível?

Entre todos os rumores relativos ao Honor Note 10 que será oficializado no próximo dia 31 de Julho, aqueles relativos ao ecrã têm sido os mais contraditórios. Segundo as fontes mais credíveis, o Honor Note 10 chegará com um ecrã FHD, enquanto para outros a Huawei terá comprado uma grande quantidade de painéis 2K que poderão ser usados neste flagship. Onde está a verdade? Como em muitas coisas estará algures no meio.

A misteriosa tecnologia AI2K

Para começarmos sem grandes expectativas, a tecnologia misteriosa actualmente conhecida como AI2K é para já somente um tema de conversa na rede social Baidu, sem confirmação oficial. No entanto, onde há fumo pode haver fogo e se assim for, a Huawei pode ter implementado uma maneira de colocar imagens de qualidade 2K num ecrã FHD.

Do ponto de vista físico pode parecer impossível, já que será impossível fazê-lo pela simples inexistência da quantidade de pixéis suficientes para tal. No entanto a NVIDIA já o faz há diversos anos com a tecnologia DSR (Dynamic Super Resolution) e a Huawei pode estar a seguir o mesmo caminho, o que aumentará significativamente a qualidade das imagens mostradas num smartphone, e durante o playback de conteúdos UHD.

Como pode funcionar a tecnologia Huawei AI2K

Todos já jogamos jogos ou visualizamos vídeo no smartphone e sabemos que podemos aumentar a resolução destes até aos limites dos nossos processadores e GPU. Ora para compreendermos a Huawei AI2K temos de perceber como funcionam os gráficos dos jogos desde logo.

Ao corrermos um jogo, toda e qualquer imagem no ecrã começa como um buffer renderizado offscreen e depois varrido no ecrã. Os jogos são por isso uma sequência rápida de buffers passados para o ecrã. Para permitir aumentar os fps sem aumentar a carga na gráfica e no processador, estes buffers podem ser de resolução inferior à máxima do ecrã, sofrendo então upscalling para ocuparem todos os pixéis disponíveis. Mas, mais frequentemente, cada buffer, ou imagem renderizada offscreen é simplesmente da mesma resolução do ecrã.

Face a qualquer um dos casos, a Huawei AI2K deverá ir pelo mesmo caminho da NVIDIA DSR: cada buffer é criado em 2K e depois convertido para a resolução máxima do ecrã ou mesmo para a resolução seleccionada pelo utilizador, em downscalling. A vantagem será uma notável melhoria na qualidade da imagem final, já que o facto de existirem mais pixéis com que trabalhar do que aqueles disponíveis no ecrã permitirá abdicar de informação, em vez de tentar criá-la, gerando uma imagem com menos artefactos e aberrações.

Pensem nisto como pegarem numa fotografia HD e passá-la para FHD, ou vice-versa: a imagem de baixa resolução colocada no ecrã de maior resolução mostrará sempre serrilhado e aberrações causadas pela tentativa de encaixar informação em pixéis extra que não se encontravam no original.

Uma tal implementação estaria certamente em linha com o recente investimento da Huawei na melhoria das prestações das suas GPU com a tecnologia GPU Turbo e traduzir-se-ia para uma melhoria da imagem final no próprio ecrã, com grandes ganhos em gaming e vídeo.

Mas será que a Huawei irá por este caminho? Dia 31 teremos a certeza.

 

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