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Alguma vez olharam para os principais passatempos do departamento IT da vossa empresa? Por cá, o gaming é o principal entretenimento e apanhar o pessoal no intervalo quando não estão a tentar resolver algum problema de serviço é ouvir longas conversas de truques, macros, monitores. Ora, segundo a McAfee, existe uma relação entre ser gamer e ter talento para a cibersegurança.

Entrevistando 300 directores de segurança e 650 profissionais de cibersegurança, a McAfee descobriu que 78% dos participantes considera que a geração que cresceu a jogar videojogos fornece candidatos mais fortes para vagas em cibersegurança. Face a uma força de trabalho mais tradicional, estes novos gamers cresceram a competir online, a enfrentar longos torneios que requerem ao mesmo tempo perseverança e capacidade para encaixar frustração… headshot, atrás de headshot.

Observar os melhores gamers é observar estratégias e capacidade para analisar um desafio e superá-lo. Este tipo de pensamento lógico e altamente competitivo não estaria presente há alguns anos atrás, sem os torneios online e o carácter PvP de muitos jogos, e os entrevistados pela McAfee acreditam que as novas capacidades resultam especificamente do gaming.

Por isso, os participantes no estudo da McAfee consideram na sua maioria a possibilidade de contratar gamers para empregos em cibersegurança, mesmo se estes não tiverem qualquer experiência nessa área.

Os videojogos: problema ou pilares da carreira?

Os videojogos têm sido sempre amplamente criticados pelo seu carácter viciante, pela distracção que podem gerar e, por vezes, é-lhes mesmo aponte a possibilidade de criarem comportamentos violentos. No entanto, os videojogos podem começar agora a ser vistos de outro modo: como resultado da sociedade altamente tecnológica em que vivemos, eles são também uma poderosa ferramenta de preparação para as carreiras tecnológicas do futuro, garantindo aos jovens o acesso a conceitos tecnológicos e colocando-os perante algo que eles percepcionam como um resultado de uma tecnologia, de um talento.

Vistos de outro modo, os jogos podem ser os Lego da nova geração, já que também eles podem ser desmontados e remontados por programadores, e a comunidade gamer envolve-se particularmente na optimização do hardware e software em função das suas necessidades, criando desde cedo skills de análise e resolução de problemas.

Um jogo de espiões

As agências governamentais de segurança foram talvez as primeiras a perceber o potencial dos gamers e dos jogos como filtro para encontrarem profissionais capazes. Na última década, diversas agências de espionagem recorreram aos anúncios em jogos para recrutar jovens.

Alguns foram mais longe, e a NSA terá infiltrado as comunidades gamers, procurado combater aí o terrorismo, mas também recrutando informadores e os jogos fazem ainda hoje parte dos processos de recrutamento. O exemplo mais recente será da ASIS, a agência de segurança Australiana que utiliza um jogo como entrevista de recrutamento.

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