Com a oficialização do Huawei Mate X ou do Samsung Galaxy Fold, alem dos inúmeros protótipos que temos visto vindos de diversas marcas, parece que ninguém pode esperar um smartphone dobrável por um preço razoavelmente acessível. Mas, depois de alguns rumores sobre um possível Motorola Razr dobrável, este smartphone está a tornar-se cada vez mais real e as suas especificações apontam para o primeiro smartphone deste género que pode encaixar num segmento de preço razoável.

Ao contrário dos seus principais concorrentes, o Razr não quer ser um smartphone de luxo, acessível apenas a eleitos. As mais recentes informações sobre o Motorola Razr apontam para a presença de um Snapdragon 710 com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento interno, podendo ir até aos 128GB com 6GB de RAM. Os seus concorrentes têm apostado até agora no Exynos 9820, Kirin 980 ou Snapdragon 855, processadores mais modernos, mais potentes.

Do lado da bateria, a Motorola parece apostar numa bateria de 2730mAh, também aqui muito inferior ao que têm sido as especificações anunciadas pelas restantes marcas.

Em termos de ecrã, também aqui a Motorola vai por um caminho diferente, com o ecrã interior a dobrar-se na vertical para ficarmos com um ecrã aberto particularmente alongado. O ecrã será certamente AMOLED, podendo chegar às 6.2 polegadas desdobrado, com resolução 876×2142 pixéis, o que nem está muito longe das proporções de um Xperia a pensar nos filmes e televisão. Mais interessante é que o Razr terá um ecrã secundário externo, que parece ter acesso apenas a algumas funções, não ao sistema operativo completo. Assim parece que a Motorola irá utilizar este display secundário para aceder a apps próprias, e para controlar funções específicas, como a câmara ou música.

O design é, claramente, a grande aposta da Motorola para o Razr. A confirmar-se o que temos visto, este terminal terá um look muito reminiscente do original Razr em concha, incluindo com um pequeno queixo inferior. O design é francamente arrojado, quiçá menos utilitário que o dos seus concorrentes, com o que o Razr acaba por parecer futurista.

Mas, com estas especificações, o Motorola Razr terá uma concorrência severa e terá que jogar bem as suas cartas. O seu trunfo será sem dúvida a inovação do ecrã flexível, aliado a um hardware suficientemente económico para garantir contenção de preços sem sacrificar funcionalidades. Será esta a resposta certa para o problema?

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