O Chrome OS é o sistema operativo que simplesmente não parece oferecer à esmagadora maioria dos utilizadores o número de funcionalidades suficiente para rivalizar com Windows ou macOS, mas os últimos anos têm mostrado uma grande evolução, particularmente a nível da qualidade do hardware disponível para os utilizadores. Longe vão os tempos dos Chromebooks baratos e com pouca capacidade. Hoje em dia, diversos equipamentos com Chrome OS oferecem o melhor do mercado em design e hardware. É o caso do novo Google Pixel Slate.

O Pixel Slate oferece a polivalência dos 2-em-1 com um formato de ecrã com teclado destacável, sendo este ecrã uma unidade LCD 3:2 de 12.3 polegadas e resolução de 3000 x 2000 pixéis. Não sabemos bem as especificações técnicas deste LCD que a Google considera ser mais rápido e mais eficiente que os LCD tradicionais, mas o multimédia é ainda melhor servido pela conjunção entre este LCD e duas colunas frontais estéreo. O inverso da medalha é que o Pixel Slate não possui jack áudio.

O design é inquestionavelmente o ponto central do Pixel Slate, com um chassis em alumínio que no ecrã possui tão somente 7mm de espessura. Do lado do teclado, a Google escolheu um interessante desenho de teclas redondas que confere ao Pixel Slate um look bem mais próprio.

Em termos de hardware, o Pixel Slate oferecerá performance razoável, mas potencialmente não extraordinária, já que a Google optou por um Intel Celeron com apenas 4GB de RAM e 32GB de armazenamento interno, na versão base, embora quem quiser ir mais longe poderá chegar a um Intel Core i7 com 16GB de RAM e 256GB de memória SSD, com o que o Slate oferecerá uma performance capaz de rivalizar com qualquer concorrente no segmento de preço dos $1,500, enquanto que a versão Celeron base não fica mal na fotografia com o seu preço de $599.

Há apenas um senão, e é que o Pixel Slate não inclui neste preço o teclado que custará $199. Este teclado também parece desperdiçar um pouco uma oportunidade ao não incluir provisão para uma bateria, indo antes buscar a energia à bateria do Slate, cuja capacidade não foi revelada, embora a Google aponte para uma autonomia de 12 horas.

Ora, talvez a grande aposta do Google Pixel Slate seja o facto de correr o Chrome OS. Esta mudança é de monta no sentido em que o Chrome OS é obviamente o sistema operativo dos Chromebooks, mas o Android é prevalente nos tablets, como o próprio Pixel C da Google. Isto permite ao Slate oferecer uma experiência muito melhor ao nível da utilização do dispositivo em modo desktop, mas funcionalidades avançadas em modo tablet, algo que o Android não consegue combinar com a mesma polivalência.

 

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