Black Shark. Segundo indicações recentes, este pode ser um nome que viremos a conhecer bem, já que a subsidiária da Xiaomi poderá estar a trabalhar num novo smartphone de gaming. Como um dos maiores nomes no mundo dos smartphones, e com negócios que abrangem áreas tão díspares quanto a electrónica doméstica e o vestuário, a Xiaomi parece assim colocada para entrar num novo segmento móvel, um onde vários concorrentes têm os olhos colocados, mas onde somente a Razer conseguiu – para já – entrar.

Estamos finalmente a entrar numa era em que os smartphones possuem capacidade gráfica e de processamento para jogos bastante capazes, ainda que os fãs de shooters sejam os primeiros a admitir que os bots em mobile parecem ter o nível de inteligência estratégica de um lemur num centro comercial.

A Black Shark era praticamente desconhecida até agora, mas lançou enfim uma página oficial na rede Weibo, onde se classifica como fabricante de smartphones, e o seu primeiro equipamento poderá ser particularmente potente. O site PhoneRadar direcciona-nos para uma reportagem num site oficial do governo Chinês que aborda as proezas tecnológicas da província de Nanchang, incluindo o avião C919, painéis solares e mesmo SUV.

Mas, pouco abaixo, o site refere-se claramente ao mais avançado smartphone de gaming do mundo, com sistema de refrigeração a água de nível aeronáutico. O artigo elabora pouco quanto ao hardware, clarificando que “uma tela mágica” permite que o jogo “transborde” com um look 3D a olho nu. Este é um pormenor particularmente interessante, já que somente o RED Hydrogen One parece estar a preparar uma tecnologia semelhante, com o seu ecrã holográfico.

Quanto ao sistema de refrigeração, “nível aeronáutico” poderá ser um exagero, mas o arrefecimento por líquido deverá encontrar-se inquestionavelmente a bordo, já que será o meio mais eficiente para mantermos o smartphone a correr em pico de esforço durante longas sessões de gaming.

Ora a Xiaomi não tem particular experiência em gaming, mas está claramente a dar passos nesta nova era do mobile. Recentemente foi anunciado que será a Xiaomi a fabricar os Oculus Go do Facebook, e também ouvimos falar do Game Booster, com que a Xiaomi quer começar a melhorar a performance gaming dos seus smartphones. Nada parece escapar, assim, à avidez da marca Chinesa para ser um nome incontornável na tecnologia mobile, e o know-how para um smartphone de gaming está claramente lá.

O que esperar de um smartphone de gaming?

Neste território ainda por explorar, só a Razer pode dar respostas claras. Um smartphone de gaming precisa conseguir correr os melhores gráficos da indústria sem sobreaquecer e, para isso, necessita não só de ampla memória, como dum chip potente, como os Snapdragon 835 ou 845, e um ecrã capaz de o acompanhar.

Mas, no estado em que a indústria de gaming mobile se encontra neste momento, muitas das opções do Razer são overkill. Uma alternativa para o gaming mobile poderá por isso ser a inclusão de novas soluções para ergonomia e multimédia, incluindo som melhorado e direccional, ou force touch para comandos específicos. Ou claro: um ecrã 3D! Mais potente apenas significará um novo segmento de luxo, não um ramo acessível a gamers, independentemente do seu orçamento.

Poderemos ter pouco tempo para aguardar antes de vermos o futuro Black Shark. Fiquem atentos às nossas páginas para mais informações.

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