Bem, o Huawei P10 é certamente um dos smartphones do momento, e a Tek Genius deitou finalmente as mãos a um exemplar, após termos navegado à vista pelos mares que colocaram o smartphone nas bocas do mundo.

Existem razões para estarmos impressionados nesta primeira fase, mas isto não é sobre nós, é sobre si. Eis, portanto, as razões pelas quais vai querer olhar para o Huawei P10.

Design

A Huawei aponta o Huawei P10 ao indivíduo para quem a moda e o estilo importam e isso vê-se: o Huawei P10 é dos smartphones mais elegantes e melhor construídos do mercado.

É certo que tenho andado a fazer alguma “musculação” no Huawei Mate 9, mas o Huawei P10 é leve, esguio, e fica excepcional na mão. Dito de modo simples, é tremendamente confortável.

E é-o porque a Huawei decidiu manter grande parte dos traços do Huawei P10, mas arredondá-los. Os dois dispositivos são muito idênticos à primeira vista, mas é só aí. Lado a lado, tanto os olhos quanto o tacto notarão a diferença: o Huawei P10 tem cantos mais arredondados, e todos os contornos são mais arredondados e menos biselados. O resultado líquido é um manejo sem arestas e extremamente ergonómico, até porque o dispositivo é compacto. Basta segurá-lo e perceberá quão confortável e homogéneo é.

Se há um smartphone zen, é o Huawei P10.

O seu ponto fraco é não ser particularmente distinto. De facto, invoca quiçá demasiado o iPhone. Em dispositivos como o Mate S ou o Nova, a Huawei jogou bem as suas cartas estilísticas. Não tanto aqui, onde optou por um certo conservadorismo, mas o facto inegável da beleza intrínseca do dispositivo permanece.

Se a isto juntarmos uma ampla gama de cores clássicas ou garridas, o Huawei P10 é o smartphone com a cor certa para si, num mundo de opções limitadas.

Fascinante para fotografia

Qualquer smartphone tira fotografias, mas alguns fazem-no melhor que a média. É o caso do Huawei P10. Após o P9 e o Mate 9, o Huawei P10 é o terceiro smartphone da Huawei equipado com câmaras desenhadas em parceria com a icónica Leica. A Huawei quer ser uma referência em fotografia móvel, e este será um smartphone a levar em consideração para quem é um apaixonado da fotografia. Não simplesmente para quem fotografa tudo e nada, mas para aquele fotógrafo com discernimento que quer fazer algo a sério.

O Huawei P10 possui exactamente o mesmo setup do Huawei Mate 9: uma câmara RGB de 12MP emparelhada com uma de 20MP monocromática. Se ainda não percebeu se esta opção tem realmente impacto na sua fotografia, tem mesmo: a câmara monocromática é soberba, com excelente resolução de detalhe e menos aberrações cromáticas.

O Huawei Mate 9 dava cartas nesta área e o P10 deverá ter melhorado os algoritmos de tratamento de imagem. A app é intuitiva e rápida, feita mesmo a pensar naqueles que não se querem limitar a pressionar o obturador.

Agora a bordo está também um modo de retrato, criado com o input da Leica e alguns dos seus fotógrafos de topo. A Huawei tira ainda bom partido do efeito de paralaxe para criar um efeito de desfoque do plano de fundo que será dos melhores do mercado.

A abertura f/2 de ambas as câmaras principais é o seu ponto fraco, já que não estarão muito à vontade com fraca luz. Mas não há câmaras perfeitas e um bom fotógrafo usa a luz a seu favor.

Ecrã

O Huawei P10 tem um excelente ecrã, não há como o contornar. Alguns concorrentes já deram o salto para a resolução QHD, enquanto as 5.1 polegadas do Huawei P10 se reduzem a FHD. Mas a verdade é que poucos notarão a diferença e apenas em situações específicas. Mais importante, talvez, a menor resolução ajuda a poupar a bateria.

Resolução à parte, o ecrã do Huawei P10 surpreendeu-me muito pela positiva: tem boa latência, cores muito vivas e negros profundos. Além disso, os ângulos de visão são irrepreensíveis.

Ponto de destaque, a luminosidade projectada é elevada e em condições externas é dos melhores ecrãs que já vimos.

Podemos apontar ao ecrã o conservadorismo notório dos rebordos amplos neste ano de ecrã sem margens. Mas não nos enganemos: as margens mínimas não são para todos nem para tudo. Em visualização de multimédia ou durante jogos com o ecrã deitado, os rebordos são muito bem vindos para apoiar os polegares e garantir um grip mais confortável.

Leitor biométrico multifuncional

A Huawei livrou-se finalmente das teclas virtuais no ecrã. Eu sei: finalmente! Certo?

O leitor biométrico multifuncional passou entretanto para a frente, onde permite a execução de swipes laterais para viajarmos até às apps abertas, ao último ecrã, ou ao ecrã principal.

É uma técnica que requer treino e domínio da frustração, mas uma vez dominada significa que operamos o P10 mais rapidamente e de modo muito mais fácil com apenas uma mão. Impressionante na verdade.

Nem tudo são rosas, e a navegação entre imagens ou o gesto para puxar a persiana das notificações desapareceu. A evolução é no geral positiva, quanto à minha opinião.

Performance

Tal com o seu predecessor, o Huawei P10 foi feito para ser irrepreensível em termos de prestações, sem no entanto ser o absoluto melhor no domínio dos benchmarks.

Isto quer dizer que dificilmente nos sentiremos limitados em situações quotidianas, já que o Huawei P10 responde bem e depressa e – para já – encaixa bem tudo o que lhe atiramos, de apps a jogos com gráficos elaborados.

Ao nosso dispor temos um Kirin 960 com 4GB de RAM, uma melhoria razoável face ao Huawei P9, sendo que o Kirin 960 continua a ser dos melhores processadores do mercado, apesar da sua estreia em Novembro de 2016, no Huawei Mate 9.

A nossa experiência é que a combinação deste hardware representa uma boa relação performance/eficiência energética. Face ao P9 deverá representar diversas melhorias, mesmo que este dispositivo fosse já bastante bem motorizado.

Se quiser conhecer o Huawei P10 mais a fundo, fique atento às páginas da Tek Genius.

O Huawei P10 está já à venda em Portugal nos principais retalhistas e operadoras, com preços a começarem nos €699.99.

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