Os Samsung Galaxy Note10 e Note10+ são as mais recentes apostas da Samsung e tudo indica que irão pulverizar a popularidade do Note9, mesmo se internacionalmente o mercado dos smartphones se encontra algo estagnado. Os dispositivos não serão consensuais, afinal a Samsung deixou de lado o jack de áudio e nem todos ficarão contentes com isso. Por outro lado, a gigante Coreana apostou forte em praticamente todos os restantes pontos, colocando no Note10+ toda a sua perícia industrial e criando um equipamento difícil de repreender. Mas, mais do que superlativo, o Samsung Galaxy Note10+ é viciante, algo de que me dei conta ao fim alguns dias de utilização como daily driver.

Design superlativo

À falta de melhor comparação, o look do Galaxy Note10+ é uma pequena explosão de fragrâncias. O elegantemente simétrico Note está disponível em diversas cores iridescentes, mas o Aura Glow é acabamento potencialmente mais sublime de todos.

Dependendo de como a luz incide sobre o Note, a sua superfície explode em fragrâncias multicolores. Quentes, frias, ondulantes, o painel imaculadamente liso do Note10+ irrompe em jogos de cor com cada movimento.

O design e a construção são notáveis, tanto um exercício de estética, quanto um de engenharia e precisão. Os componentes encaixam-se de forma irrepreensível e tanto o painel traseiro quanto o ecrã se curvam acentuadamente nas laterais, gerando uma simetria confortável ao toque. Para acomodar esta curvatura, a Samsung reduziu a moldura de metal nas laterais até níveis inéditos: no seu ponto mais fino, o alumínio tem pouco mais de 1mm de espessura, de tal modo que a lateral teve de ser alargada para acomodar as teclas de volume e bloqueio. É impressionante que a Samsung tenha conseguido enfiar dentro deste corpo esbelto uma bateria de 4300mAh, e ainda assim cortar quase 1mm à espessura do Note9.

À frente, o ecrã é uma verdadeira revolução. A câmara selfie está agora ao centro e praticamente não incomoda. Entretanto, os rebordos são tão mínimos quanto humanamente possível, o que é dizer praticamente inexistentes. A curvatura inédita do ecrã mais os esconde e numa utilização quotidiana é quase impossível ver que lá estão.

Finalmente dispositivo muda por completo a disposição das câmaras do Note9, colocando-as agora na vertical, encostadas ao canto superior esquerdo, num módulo alongado. Exterior a esse módulo encontramos um flash, uma câmara ToF e o sensor biométrico para leitura dos dados vitais. O conjunto é impressionante e irrepreensível do ponto de vista visual, tornando a utilização altamente viciante, graças ao conforto e ergonomia e ao ecrã amplo e desimpedido.

 

O binómio Note/S-Pen está cada vez melhor

E a cada geração a pequena caneta aprende novos truques.

Pode parecer trivial, mas usá-la como uma batuta para controlar os modos da câmara e, enfim, sacar a fotografia, é tudo menos banal. A utilidade reside em segurar o Note de modo mais confortável e em sacar uma imagem difícil sem dependermos de ter de tocar no ecrã quando o dispositivo está estável num tripé.

A S-PEN consegue estes truques catitas porque possui agora um giroscópio de 6 eixos que lhe permite saber em que inclinação se encontra e em que direção se move. Os mesmos gestos podem por isso ser utilizados com outras apps, controlando por exemplo o YouTube Music ou o Netflix, com gestos laterais a alternar as pistas, e gestos na vertical a controlar o volume, o que é francamente mais ágil do que estar com os dedos constantemente no ecrã.

Além disso, a S-Pen retém todas as funcionalidades que foi acumulando ao longo dos últimos anos, e é tanto uma bela ferramenta de esboço, como incrivelmente prática para sacar anotações durante uma reunião ou ocorrência momentânea. Ainda sobra espaço para esboços artísticos e pinturas, para quem é aficionado das artes. Os meus dedos desajeitados são um péssimo exemplo, mas as galerias da Pen Up são claras quanto ao que é possível fazer com esta caneta.

 

O novo monstro do multimédia

Os ecrãs curvos são geralmente um problema para o usufruto de multimédia, já que a curvatura lateral vai invariavelmente causar alterações de cor e brilho num jogo ou vídeo, além de se tornar extremamente vulnerável a toques acidentais.

Mas nós não saberemos quão cativante é o ecrã do Note10+ até o termos experimentado. Nenhum smartphone tem rebordos tão comparavalmente finos, quase invisíveis quando começamos a ver uma série. A perfuração continua lá mas, curiosamente, é menos intrusiva do que um rebordo ou um notch de qualquer tipo. Entretanto, a curvatura não causa deformações particularmente visíveis, embora os puristas possam ainda preferir os ecrãs planos.

Quanto à qualidade da imagem, o ecrã parece irrepreensível, com luminosidade elevada tremendo contraste. Na verdade, precisamos de material realmente bom para verdadeiramente apreciar a capacidade do ecrã e, em condições normais, a maioria dos nossos conteúdos são simplesmente não lhe chega aos pés. É certo que a taxa de varrimento está nos 60Hz quando muitos pensam que notarão melhorias nos ecrãs 90Hz, mas o DisplayMate é claro na superioridade deste ecrã.

 

A autonomia de que precisamos

Depois de anos de conservadorismo, a Samsung tem apostado realmente a sério na autonomia dos seus dispositivos. A utilização dos Galaxy S e Note começou a evoluir a sério nos Galaxy S9 e Note 9, e atinge um ponto alto no Note10+ com a sua bateria de 4300mAh que o coloca verdadeiramente ao nível dos concorrentes mais directos vocacionados para produtividade e segmento profissional.

O Note10+ é, especificamente, o primeiro Samsung de gama alta a possuir carregamento rápido de 45W, mas mesmo com o carregador de 25W disponível na caixa, é uma questão de pouco mais de uma hora para repormos a bateria. Juntamos a isto o Wireless PowerShare e há mesmo sumo suficiente para oferecer a outros dispositivos aflitos.

Com utilização normal, chego ao final do dia de trabalho com metade da bateria disponível, e isso é louvável, considerando a potência das especificações ao meu dispor. Com o Note10+, a família Note chegou mesmo à maturidade como ferramenta de produtividade, combinando ferramentas, potência e autonomia como poucos.

 

A experiência de utilização

Para o seu Galaxy Not10+, a Samsung mobilizou o Exynos 9825, o primeiro chip do mundo fabricado em litografia de 7nm por EUV, com maior fidelidade de padrões, para circuitos ainda mais compactos e com maior eficiência energética. Quandos estes 8 poderosos núcleos com um mínimo de 8GB de RAM e memórias UFS 3.0, o smartphone vai voar, e não importa que a discussão esteja em alta sobre qual é o melhor do momento, o Exynos 9825 ou o Snapdragon 855+. O Note10+ voa.

E isto tanto no início das apps, quanto nos jogos que podem facilmente ser colocados no máximo de detalhe possível, tirando todo o proveito das capacidades do ecrã 2K, sem perda de jogabilidade.

Uma palavra deve ser dita sobre a OneUI. A interface da Samsung está polida e repleta de configurações que podemos alterar a gosto, mas é essencialmente estável e funcional, com uma completa implementação da navegação por gestos, compensando por completo as dimensões amplas do ecrã que dificultariam a utilização com uma só mão de outro modo. Para navegar entre apps, navegar pelos menus ou puxar as notificações e definições rápidas, basta usar o polegar e podemos esconder mesmo os guias visuais para as áreas do ecrã para cada gesto, permitindo o aproveitamento total do ecrã.

 

Veredito inicial

Os Samsung Galaxy Note sempre se focaram mais na S-Pen do que em revoluções face aos Galaxy S lançados mais cedo no ano. Este ano, a postura é completamente diferente: o Note10+ é um smartphone assumidamente mais sem compromissos e a ponta de lança da Samsung para rivalizar com os grandes concorrentes de fim de ano, em particular os Huawei Mate.

Mais sem compromissos não significa que não existam alguns: o desaparecimento do jack de áudio não agrada, e os ecrãs curvos continuam a não ser ideais para vermos conteúdos sem reflexos indesejáveis. Do lado das câmaras, o reaproveitamento das câmaras do Galaxy S10+ não leva em consideração o rápido avançoMas os compromissos são definitivamente menos que no passado e talvez menos que em qualquer concorrente.

O Note10+ não é, de todo, um S10+ com S-Pen, e tornou-se mais incomparável, face a concorrentes de preços idênticos que de algum modo não oferecem a mesma polivalência. É muito mais. No Note10+, a Samsung revolucionou a sua postura tecnológica e quis mostrar invocação: o Exynos 9825 é o primeiro processador fabricado em 7nm EUV, o ecrã reduziu os rebordos como nenhum smartphone até agora e, pela primeira vez, um Note rompeu claramente com a linguagem estética de um Galaxy S. Com o seu impressionante ecrã praticamente sem rebordos, certo é que o Note10+ até pode ter aumentado as capacidades de produtividade da linha Note, mas – mais do que isso – posiciona-se claramente como um terminal de multimédia high-end, capaz de oferecer o mesmo nível de serviços a profissionais da produtividade ou aficionados do multimédia.

Não tenhamos dúvidas: neste fim de ano, o Note10+ é praticamente imbatível para quem quer o melhor e está disposto a pagar por isso. Isso torna-o altamente aliciante e definitivamente convincente.

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