A palavra-chave é portabilidade: os profissionais querem cada vez mais capacidade de trabalho em todos os momentos e envolventes da sua vida, para não se limitarem a escritórios convencionais, nem a horários fixos. O Toshiba Portégé X30-D responde a estas necessidades com um equipamento robusto e durável que coloca na mochila de qualquer profissional dedicado um equipamento polivalente e liberto de quaisquer grilhões que o pudessem amarrar a qualquer circunstância.

Ficha técnica

  • Windows 10 Pro 64-bit
  • Processador: até Intel Core i7-7100U de 7.ª geração
  • Ecrã: 33,8 cm (13,3″), Full HD antirreflexo
  • Armazenamento: SSD (Solid State Drive) M.2 PCIe 256 GB
  • RAM: Até 32GB DDR4 (2133 MHz)
  • Placa gráfica Intel HD 620
  • Autonomia máxima : até 18 h e 30 m (MobileMark 2014 com o Windows 10 em execução)
  • Peso : a partir de 1,05 kg
  • L x C x A : 316 x 227 x 16,4 mm

Design institucional e sóbrio

O Toshiba Portégé X30-D não esconde a sua vocação corporativa, ao optar por um design bastante minimalista e sem os típicos apliques que por vezes procuram colocar o look num patamar de luxo mais acima, mas que podem tornar-se uma uma ameaça à facilidade de manutenção ou resistência. Por comparação, o Toshiba X30-D é um bloco de liga de magnésio resistente e militarmente certificada contra vibrações e embates, onde somente um confiante “Toshiba” corta a homogeneidade do design. As dobradiças que seguram o ecrã são igualmente em metal e dão-se ao luxo de colocar um contraponto no escuro geral do equipamento.

O aspecto geral do Toshiba Portégé X30-D é o de um equipamento pensado para ser absolutamente resistente e não sacrificar a durabilidade: o teclado está bem concentrado ao centro, longe de pancadas acidentais e rodeado de magnésio; o ecrã está bem selado dentro da sua concha, com o vidro atrás de uma protecção plástica, onde se destacam a câmara frontal e a câmara infravermelha para autenticação. A Toshiba consegue colocar todo o seu hardware e mecanismos de resistência num corpo extraordinariamente leve, com apenas 1,05Kg que se transporta com uma facilidade difícil de acreditar.

O teclado em si mesmo é retroiluminado, como se exige nos melhores laptops business, mas apesar do seu tamanho compacto inclui um apontador com teclas físicas que permitem mover o cursor a velocidades bem superiores às do rato tradicional, e sem tirarmos os dedos do teclado. Metade das teclas possuem igualmente atalhos para diversas funções, como já vimos, permitindo a activação de funcionalidades de modo imediato para trocarmos entre aplicações ou trabalhos num abrir e fechar de olhos.

Entretanto, o Toshiba Portégé X30-D mostra as laterais preenchidas de opções de conectividade acima do que é normal num equipamento tão compacto e leve: além das portas USB-C com que podemos carregar a bateria, encontramos uma porta HDMI-out, uma porta USB-A, leitor Smart Card, leitor microSD e jack áudio.

Finalmente, é na face inferior que encontramos as colunas Harman/Kardon, e aqui continua a solidez palpável do Toshiba, com os poucos orifícios para refrigeração e áudio a serem discretos e a não comprometerem a homogeneidade geral.

 

Experiência de utilização

Teclado

Como já tive a oportunidade de o dizer, o teclado do Toshiba Portégé X30-D é mais compacto que o que encontraremos em equipamentos de consumo, e com boa razão, já que ajuda a proteger e reforçar o chassis contra acidentes. Não obstante esta questão, será dos teclados mais logicamente organizados e capazes do mercado, com uma distância de viagem razoável e uma apreciável elasticidade que conferem grande conforto na digitação. Além do mais é um teclado bastante silencioso para quem tem tendência para levar as teclas até ao metal, que é precisamente o meu caso, pelo que sei apreciar o sossego extra garantido por este teclado.

A Toshiba fez aqui um excelente trabalho de disposição das teclas, incluindo acentos e pontuação, que se encontram em posições bastante ergonómicas para quem está habituado a teclar em múltiplos teclados e passa por vezes pela reaprendizagem que isso significa.

Ecrã e multimédia

O Toshiba Portégé chega equipado com um ecrã mate/fosco que não é sempre a preferência dos consumidores. No entanto, a tecnologia anti-reflexo mais do que justifica a sua presença: mantendo contrastes adequados e negros acentuados que só ficarão aquém das necessidades dos artistas gráficos (a quem este equipamento não se destina), o Toshiba oferece-nos uma capacidade avançada par continuarmos a trabalhar à luz do sol, quando os reflexos seriam de outro modo incomodativos. O mesmo pode ser dito relativamente ao ambiente de escritório, muito pontuado por luzes e focos que podem cansar a vista e omitir dados.

Em última instância, o brilho intenso de que o ecrã é capaz, em conjunto com a tecnologia anti-reflexo significa uma ampla polivalência na hora de utilizarmos este equipamento em qualquer envolvência profissional ou pessoal.

Quanto ao multimédia, é de destacar a qualidade das colunas harman/kardon. Omissas sob o chassis e extremamente discretas quando outros equipamentos optam por perfurações amplas e que representam um risco de entrada de detritos, o som que recebemos é beneficiado pela utilização da superfície de repouso como superfície de ressonância e o volume é bastante razoável, com uma surpreendente claridade dos baixos e do som em geral, um requisito para videoconferências.

Conectividade

Um problema que por vezes afecta os portáteis mais modernos com aspirações ao compacto é a ausência de conectividade com um amplo número de equipamentos periféricos, problema grave em computadores empresariais que deverão mover-se entre locais de trabalho díspares e conjugar-se com parques tecnológicos heterogéneos.

Ora, com duas portas USB-C, uma porta HDMI, uma porta USB 3.0, leitor de cartões microSD e jack áudio, o Toshiba possui uma conectividade algo superior a outros equipamentos desta gama. A Toshiba oferece ainda uma Travel Dock que permite conectar o portátil a qualquer dispositivo existente em qualquer lado, já que nos oferece ainda mais uma saída VGA ou uma porta LAN, além de HDMI extra e uma nova porta USB-C que permite carregar o portátil enquanto utilizamos a doca. Portanto, conectar o Portégé em múltiplas circunstâncias é fácil e rápido: não tivemos qualquer problema em o conectar a um velho monitor externo ou à televisão via HDMI, o que nos permite com grande facilidade utilizar monitores externos ou compatibilizar o X30-D com salas de conferência nem sempre equipadas com o último grito da tecnologia.

Software intuitivo

Um ponto digno de nota no Toshiba Portégé X30-D é o seu software. Algumas marcas incluem demasiado bloat nos seus equipamentos, mas o Toshiba inclui uma versão do Windows bastante discreta, eventualmente assumindo que os departamentos IT utilizarão esta base limpa para construir algo mais adequado às necessidades das suas empresas.

No entanto, alguns cliques pelos menus descobrem que a Toshiba foi bastante atenciosa quanto às necessidades do utilizador. Em vez de ter que navegar pelas configurações profundas, qualquer utilizador pode verificar a performance do arrefecimento ou a estabilidade da motherboard com diagnósticos simples e directos que podem ser o primeiro passo para descobrirmos problemas em potência. Configurar outros parâmetros e testar eventuais problemas é assim muito fácil com a Estação de Serviço, tal como o é ajustar as configurações de arranque ou carregamento.

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Performance

O modelo que recebemos para análise não inclui a configuração máxima. 8GB de RAM a municiarem um Intel Core i5-7200U são, no entanto, uma capacidade de processamento muito acima daquilo com que muitas empresas trabalham actualmente para as tarefas a que o Toshiba se dedicará, conferindo-lhes um equipamento mais performante, com mais pernas para esticar.

A opção por um chip da série U (Ultraportable) garante além do mais uma excelente relação performance/autonomia, o que significa no nosso caso que a bateria aguentou bem a jornada de trabalho com cinco ou seis horas de trabalho efectivo, incluindo edição de vídeo básica e navegação. A funcionalidade do sistema operativo é muito positiva, sem soluços ou quebras de performance dignas de nota, enquanto as tarefas graficamente intensivas ficam algo travadas pela falta de uma gráfica com mais músculo. No entanto, não é para este tipo de trabalho de que necessitaremos do Toshiba: no trabalho corrente de composição de documentos, apresentações, bases de dados, o comportamento é excelente.

Como por vezes puxamos pelo Toshiba, as ventoinhas activaram-se frequentemente. O equipamento não é particularmente ruidoso, nem aquece tanto quanto outros dispositivos ultraleves. O mérito deve ir para o sistema de arrefecimento híbrido do Toshiba, que utiliza uma entrada de ar para puxar ar, outra para o arrefecer, e recorre a dois dissipadores para arrefecer a CPU e os restantes componentes em separado, permitindo assim optimizar o fluxo de ar para qualquer um.

Bateria

Como é normal neste tipo de equipamentos, a bateria e a autonomia são prioridades, e o Portégé consegue combinar a sua postura ultraleve com uma bateria que se mostra perfeitamente adequada a uma jornada de trabalho. Na minha experiência com o Toshiba, podemos confortavelmente obter umas cinco horas de trabalho relativamente pesado, neste caso incluindo edição de vídeo, composição de documentos e emails ou navegação online.

Com toda a certeza que existem inúmeras flutuações justificáveis na autonomia de uma bateria, e a combinação de um ecrã anti-reflexo com um processador muito económico colocam o Toshiba num patamar superior face às suas dimensões e leveza geral.

 

Conclusão

O Portégé X30-D chega-nos às mãos com um objectivo muito claro e um foco muito afunilado, dirigido ao trabalho pesado das frotas informáticas empresariais. O Portégé X30-D opta assim pela funcionalidade sobre o superlativo, pela construção sólida sobre o design luxuoso. O resultado é um equipamento extremamente funcional e fácil de transportar que nos transmite uma excelente sensação de robustez e eficácia, pelo que poderá cumprir largas dezenas de funções de qualquer departamento IT em qualquer empresa: de computador portátil de suporte a executivos e quadros médios, elaboração de relatórios, análises de performance, auditoria de resultados e métricas de performance, desenvolvimento de software e plataformas de trabalho, monitorização dos sistemas principais e auxilliares dos edifícios, em particular para os profissionais sempre em movimento onde a certificação militar contra vibrações e choques promete aumentar a fiabilidade do Toshiba em face de condições de extrema usura.

Equipado com as principais medidas de segurança, incluindo autenticação via câmara infravermelhos e Smart Card, o Toshiba oferece por um lado a segurança exigível a um computador empresarial e, por outro, um grande conforto e polivalência na sua utilização quotidiana, tornando-se uma escolha fácil para frotas empresariais robustas e duráveis.

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