É verdade que o Samsung Galaxy Note 8 é um grande equipamento. Como tivemos oportunidade de ver antes, este é o maior Samsung alguma vez feito na era dos smartphones. Mas não é só a nível de exterior que o Galaxy Note 8 é grande, sendo que o números que compõem a ficha técnica deste flagship da Samsung, são também eles enormes. Sim, poderia estar aqui a fazer um trocadilho com o preço exagerado (1019€), mas estou antes a falar das especificações técnicas a nível de hardware.

O novo Samsung Galaxy Note 8 tem as suas tarefas de processamento entregues a um processador Exynos Octa 8895, desenvolvido pela própria Samsung. Existem outras versões (não vendidas em Portugal) que contam com o processador Qualcomm Snapdragon 835, mas a verdade é que esta versão portuguesa sai a ganhar, dado que o chipset da Samsung consegue ser mais rápido ainda. Para auxiliar nas capacidades de processamento, estão 6GB de memória RAM, o que transforma este Note 8 no smartphone Samsung mais rápido e potente que poderá comprar.

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É claro que os testes de Benchmark são sempre uma ajuda para medir o desempenho de um smartphone e, apesar de eu não ser um grande defensor deste tipo de testes, deixo-vos aqui o resultado do Geekbench 4: um valor impressionante de 6725 pontos. E fiz várias vezes o teste, até mesmo com aplicações a correr em background, e o valor nunca baixou dos 6000 pontos. E nessas aplicações que corriam em background, uma era o Google Maps, a outra era a aplicação de música, sendo que as habituais aplicações Facebook, Instagram, Chrome, Whatsapp etc estavam a correr também.

Este Samsung Galaxy Note 8 com esta pontuação, consegue ultrapassar o Samsung Galaxy S8 que finalmente conseguiu também passar a barreira dos 6000 pontos nos testes multi-core do Geekbench.

Mas afinal, para que são estes valores importantes?

Este valor é uma excelente notícia para um equipamento como este, que aposta tudo na produtividade. Isto significa que poderemos facilmente realizar multitarefas sem problemas de lentidão, tirar total partido da S Pen e ainda aproveitar os grandes benefícios que a dock DeX nos traz. Sim, aquela dock que nos permite transformar o telemóvel num computador, também existe para o Samsung Galaxy Note 8. E agora sim, temos uma ferramenta total de produtividade.

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A nível de interface de utilizador, o Samsung Galaxy Note 8 conta com a nova “Samsung Experience”, a interface que já tive oportunidade de falar por altura da análise ao Galaxy S8. Na verdade, esta é a Interface que vem substituir o tão mal amado Touchwiz, e que se apresenta com muitas melhorias. Na verdade, se é dos que continua a descartar a Samsung por causa dos erros passados com o Touchwiz, chegou a altura de pegar num Galaxy Note 8 e perceber o que a interface tem agora de novo para dar. E aí, irá perceber esta nova vida da “Samsung Experience”. A nível de bloatware, pode-se dizer que a Samsung coloca algumas aplicações desnecessárias, mas estas têm vindo a reduzir ao longo do tempo.

Na verdade, grande parte das aplicações que são previamente instaladas acabam por contribuir para melhorar a experiência, não só da própria interface, como do próprio Android Nougat. Uma das grandes modificações da Samsung na sua interface, é no menu de definições. Estes encontram-se definidos logicamente e temos sempre sugestões úteis para conseguirmos melhorar as nossas actuais configurações.

Outra aplicação que é bastante útil é a Samsung Notes, uma aplicação que permite criar blocos e notas para podemos escrever e até mesmo desenhar. Para os que usam a S Pen, esta será sempre uma aplicação a ter em conta.

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O espaço de armazenamento é de apenas 64GB, o que pode ser pouco para um equipamento de produtividade. No entanto, a Samsung permite expandir essa memória através de um cartão microSD.

O modo multitarefa foi também ele melhorado agora com o novo Galaxy Note 8, sendo que a Samsung facilita agora a abertura de duas aplicações lado a lado. E a verdade é que o ecrã de 6,3’’ é realmente uma mais valia. Para mim, no dia a dia de trabalho, tornou-se realmente útil pelo facto de permitir ver um documento ao mesmo tempo que estava a mandar um email, por exemplo. Ainda assim, a melhoria deste modo é que é notícia, já que ele já existe há alguns anos na família Note.

Uma assistente incompleta

A Apple tem a Siri, a Microsoft a Cortana e a Samsung criou a Bixby. Mas aqui está o ponto fraco da Samsung. É que a Bixby traz várias limitações, logo a começar pelo facto de dificilmente nos compreender. Primeiro que tudo não está disponível em Português e, mesmo quando tentamos falar em inglês com ela, raras vezes ela percebe à primeira.

Ainda assim, temos de dizer que a Bixby tem bastante potencial e consegue ser mais inteligente que o S Voice (antigo assistente de voz da Samsung), no entanto precisa claramente de ser melhorado. Sim, é verdade que contrariamente à Siri, conseguimos realmente fazer tarefas sem sequer tocar no ecrã. Eu experimentei e, ao final de várias vezes de tentar falar para a Bixby me compreender, ela de facto foi à Play Store, fez o download da aplicação que eu pretendia e instalou-a. Isto tudo sem eu carregar num único botão.

Bixby

Apesar de não funcionar a 100% ainda, acredito que a Samsung está aqui a procurar investir cada vez mais no desenvolvimento da Bixby. Prova disso é o botão dedicado para aceder à assistente, que se encontra colocado logo abaixo do botão de volume. Mais uma vez, uma falha de design da marca Sul Coreana que acaba por colocar um botão numa posição que irá ser frequentemente carregado. Mais, este botão não pode ser reconfigurado para fazer outra acção qualquer, o que prova que a Samsung nos quer mesmo ligados à Bixby à força toda.

Felizmente a Bixby 2.0 já foi anunciada este mês em Outubro, e esperemos que a Samsung a faça perceber melhor as coisas que lhe dizemos, assim como algumas integrações com outros assistentes (Alexa e Google).

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