Os mais atentos do mundo da tecnologia sabem o tipo de combate que a Samsung tem vindo a travar na China, face à concorrência crescente das marcas Chinesas. Atualmente a marca fabrica equipamentos na Índia e no Vietname e fechou a sua última unidade na China, face aos custos crescentes da mão de obra no país. Mas até 60 milhões de smartphones Samsung serão produzidos na China, excepto que pelo recurso a ODM.

Não é a primeira vez que a Samsung o faz e não há motivos para alarmes. Em 2019, a Samsung contratou a Wingtech para fabricar os seus Galaxy A10s e A6s, mas a subida de volume para 60 milhões de dispositivos fabricados por esta empresa que pertence à Xiaomi significa que aproximadamente 20% dos Samsung serão fabricados por outras empresas.

Poderemos levantar questões quanto à qualidade final destes dispositivos, mas a Samsung não deverá negligenciar o aspecto da qualidade. Talvez mais perigoso para a marca seja aquilo que efectivamente já tem acontecido desde os anos 90: o investimento nestes fabricantes pode dar-lhes as bases para amanhã construírem os dispositivos da concorrência.

Mas, para já, a Samsung quer apenas manter-se no topo e, para isso, deve mesmo baixar os custos globais do fabrico dos seus dispositivos de gama de entrada.