Fora toda a química inerente à doença de Parkinson, é o seu aspecto motor que mais impressiona e mais afecta a capacidade dos indivíduos para obterem uma vida normal. A Microsoft tem, no entanto uma solução que ajuda a negar os sintomas da doença, o Emma Watch.

O Emma Watch é um smartwatch desenvolvido por Haiyan Zhang, cuja amiga Emma Lawton deixou de conseguir escrever devido aos efeitos degenerativos da Parkinson. Embora a doença de Parkinson seja conotada com a idade avançada, Emma foi diagnosticada antes dos 40 – uma de apenas 2% de pacientes nestas condições – e agora, com 33 anos, o seu controle motor já é escasso.

Zhang deitou mãos à obra e desenvolveu o conceito do Emma Watch para ajudar a amiga a voltar a poder trabalhar como designer gráfica. A ideia é simples mas eficaz: o Emma Watch envia vibrações para o pulso direito, obrigando deste modo o cérebro a concentrar-se neste pulso.

Deste modo, os sinais em excesso que são enviados pelo cérebro reduzem-se e Emma tem maior controle motor sobre os seus movimentos. A solução é análoga à que muitos pacientes utilizam, como seja apertar uma bola de stresse, mas com o relógio é possível continuarmos a trabalhar.

O padrão de vibrações tem a vantagem de poder ser ajustado de pessoa para pessoa, o que dará um tratamento individualizado. O próprio paciente poderá ajustar este padrão através de uma app que funciona em ambiente Windows 10.

Mas Zhang não ficará por aqui. A técnica da Microsoft está a trabalhar com pacientes e especialistas no Projecto Emma. O objectivo é integrar inteligência artificial para melhor medir em tempo real os sintomas da doença e então mantê-los sob controlo, quer com wearables semelhantes, quer com maior ajuda na dosagem da medicação.

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