Passou um ano desde o anúncio do original Xiaomi Mi 6X, posteriormente anunciado como Xiaomi Mi A1. A primeira incursão da Xiaomi no Android One marcou um ponto de viragem para uma marca que raramente mostrava sinais de querer colaborar com a gigante Google numa parceria mais abrangente. O ganho é dos utilizadores que querem um Xiaomi mas preferem a interface pura do Android inalterado.

Ora, um ano depois, temos já um sucessor para o Xiaomi Mi A1, mas este continua a ser um equipamento extremamente válido. Da minha experiência com este excelente smartphone que marcou 2017, existem inúmeras razões pelas quais o compraria e apenas um motivo – incontornável – pelo qual não o escolherida.

Hardware e design

Temos aqui um smartphone de menos de €300, mas não se nota particularmente. O Xiaomi Mi A1 foi um verdadeiro pioneiro que ergueu a um novo nível a qualidade de construção dos equipamentos na sua faixa de preço, reunindo materiais e acabamentos francamente difíceis de criticar, já que na mão é fácil perceber não só a qualidade dos remates estéticos, como também a solidez do Xiaomi Mi A1.

O ecrã é sempre um ponto importantíssimo em qualquer smartphone e o painel do A1 é de elevada qualidade, com boas cores e qualidade de imagem, incluindo ângulos razoáveis e boa luminosidade no exterior. Os seus rebordos são, no entanto, particularmente excessivos na era dos bezel-less, mas neste segmento de preço, tendo em conta a data de lançamento do Mi A1, não era possível fazer melhor.

De um modo geral importa dizer que o Xiaomi Mi A1 é um smartphone extremamente justo para o preço que possui, não cortando o caminho para poupar uns tostões, e oferecendo uma solução muito completa aos seus utilizadores.

 

Excelente processamento e autonomia

Quem quer que possua experiência com o Snapdragon 625 pode dizer-vos isto: é um dos melhores chips da história. Mais rápidos ou mais económicos, poucos chips conseguem o equilíbrio e a popularidade do Snapdragon 625. A minha primeira vez com o Snapdragon 625 foi em 2016 com o Huawei Nova e ano e meio depois o Snap continua a prestar-me um serviço estelar no Blackberry KEYone.

O chip combina para mim uma boa performance, com uma excelente eficiência energética que me coloca nas mãos equipamentos de elevada autonomia. Se bem que seja algo curto em termos de processamento gráfico ao fim de 18 meses, continua a ser um excelente equipamento que nos enche as medidas e as necessidades.

Os meus jogos favoritos correm suficientemente bem para os correr não me deixar matar sem ser por culpa da minha própria inépcia e apenas os jogos com maiores necessidades mostram reais sinais de problemas. É o caso de World Of Tanks ou Total War: Kingdoms, quando tentamos corrê-los com gráficos no máximo.

Na maioria das circunstâncias, o Xiaomi Mi A1 estará simplesmente disponível durante todo o dia, sem termos realmente receio de ficarmos apeados, a não ser que sejamos utilizadores particularmente exigentes.

 

Câmaras duplas que importam

O Xiaomi Mi A1 é um pioneiro das câmaras duplas na Xiaomi. Antes de pensarmos nisso, no entanto, é importante relembrar que a câmara é a mesma presente no Xiaomi Mi 6, mas sem a estabilização óptica de imagem, o que aconselha maior cuidado quando optamos por exposições maiores.

Pessoalmente, abomino uma segunda câmara para o muito batido bokeh, e o Xiaomi Mi A1 cai-me no goto, já que dos dois sensores de 12MP, um possui uma distância focal de 26mm e o outro possui 50mm, uma distância bem conhecida de qualquer fotógrafo por ser uma distância focal primária para retratos. A vantagem é que conseguimos um bom zoom óptico 2X sem comprometer a qualidade das imagens finais.

Outro ponto importante é a app da Xiaomi que encontra o seu caminho até ao Android praticamente puro, para nos dar mais filtros e opções, incluindo um comando manual e um ponto onde a Xiaomi é pioneira, o pico de foco, que cria um delinear em torno dos objectos quando se encontrem em foco. O resultado é simples: o Xiaomi Mi A1 tem das melhores câmaras do seu segmento, em termos de resultados, experiência e funcionalidade.

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A limpeza do Android One

O diálogo ainda não acabou: MIUI ou Android puro?

Como a Xiaomi descobriu recentemente, muitos utilizadores preferem simplesmente o Android One, já que garante maior fluidez na experiência de utilização, menos apps duplicadas e bloatware. O Xiaomi Mi A1 oferece, por isso uma interface muito limpa por comparação à típica MIUI, o que me permite acrescentar-lhe apenas o que quero sem estar a queimar armazenamento ou processamento.

Mas, apesar do Android praticamente puro, uma das melhores implementações é mesmo a câmara, que introduz comandos manuais muito completos por comparação à app da Google e que se assemelha assim mais à da MIUI.

Mas a falta de NFC é o meu limite

Não tenho exactamente noção de quanto custa cada módulo NFC num smartphone, mas a tecnologia é a primeira a desaparecer em equipamentos mais baratos. Infelizmente, começa a ser uma tecnologia extremamente importante que terá que passar a ser implementada mesmo nos smartphones mais baratos, sob pena dos utilizadores darem por si sem funcionalidades cruciais nos dias que correm.

Falo obviamente dos pagamentos contactless. Desde há diversos meses que utilizo constantemente pagamentos contactless via MBWay e a rotina passa por sair de casa sem cartões ou dinheiro, recorrendo então aos pagamentos contactless. Para mim, são um ponto fundamental do meu quotidiano e o NFC será sempre um deal breaker.

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