O Huawei Mate 10 Pro foi o primeiro telemóvel a ser lançado com um processador dedicado para inteligência artificial, o chamado NPU. No entanto, e apesar de ser muito falado quando foi lançado, pouca gente sabe o que é capaz de fazer este processador. Está lá, é verdade. Mas o que é que nos ajuda no dia a dia, e qual é o futuro?

O tema Inteligência Artificial tem vindo a ser muito falado no mundo da tecnologia. Primeiro os smartphones como o Huawei Mate 10 Pro, depois robots como o “Sofia”, que estiveram presentes no palco principal do websummit, a aterrorizar e fascinar toda uma plateia.

Juntamente com Machine Learning e Deep Learning, esta palavra tem vindo a marcar presença no nosso dai a dia. E durante a apresentação do Huawei Mate 10 Pro, na qual tivemos oportunidade de estar presentes, grande parte do tempo foi dedicada a falar deste tema. NPU, o tal processador que tanto deu que falar e que continuará a dar que falar, é uma unidade de processamento dedicada apenas a cálculos de inteligência artificial. E tem sido este pequeno processador que tem vindo a marcar a diferença entre o Huawei Mate 10 Pro e o resto da concorrência.

Primeiro que tudo, potência de processamento

Para termos uma ideia do quão complicado é toda esta área da inteligência artificial, vamos falar um pouco de números. O NPU que equipa o Huawei Mate 10 Pro, é 25x mais potente que o processador de 8 núcleos que equipa o flagship da Huawei, isto apenas nos cálculos para Inteligência Artificial. Mas apesar de estarmos a falar um processador muito mais potente, este NPU é também muito eficiente, sendo 50x mais poupado a nível de consumo energético que o processador principal do Huawei Mate 10 Pro.

Mas afinal, de que estamos realmente a falar?

Muita gente ainda não sabe em concreto do que a inteligência artificial poderá fazer por si. No caso do Huawei Mate 10 Pro, já são várias as evidências das melhorias dadas por esta tecnologia. Em primeiro lugar, o a Huawei já disponibiliza o um tradutor em tempo real em modo offline, e com o funcionamento 300% mais rápido graças ao NPU. É certo que já existem outros tradutores em tempo real, mas é preciso referir que nunca é feito na própria máquina, mas sim na Cloud, daí necessitar de ligação à Internet.

Mas onde há maior relevância da Inteligência Artifical, é mesmo na máquina fotográfica. A Huawei já disponibiliza o AI Engine, que permite que o Huawei Mate 10 Pro consiga identificar qual dos modos de captura de imagem é melhor para a situação que estamos a fotografar. De um total de 14 modos de fotografia, o Huawei Mate 10 Pro consegue identificar de forma muito rápida qual o melhor modo. Por exemplo: se estivermos a fotografar um gato, aparece no ecrã o símbolo de um gato. Mas se apontarmos a um cão, o símbolo altera logo para um cão. Outros modos também existem, como pôr do sol, natureza etc.

Para além disso, a Inteligência artificial tem também a capacidade de ajustar melhor os valores como tempo de captura e exposição, garantindo assim que os resultados são muito superiores aos da concorrência.

Huawei Mate 10 Pro: as nossas primeiras impressões

No dia a dia, o NPU vai aprendendo os hábitos dos utilizadores, oferecendo assim vários concelhos que o vão ajudar na sua experiência com o equipamento, como por exemplo optimizações do sistema, garantindo melhor desempenho de bateria por exemplo.

Huawei Mate 10 Pro deu a partida, o que reserva o futuro?

Até antes do lançamento do Huawei Mate 10 Pro e do iPhone X, a inteligência artificial já estava presente no nosso dia a dia. No entanto, estes dois dispositivos, em primeiro lugar o Huawei Mate 10 Pro, vieram mudar muita coisa.

A grande vantagem da implementação da inteligência artificial dentro dos dispositivos, é que deixamos de estar dependentes de ligações à Internet, e consequentemente, passamos a estar protegidos (não na totalidade) de roubos de informação, garantindo assim uma maior privacidade. É que todos os dados que são recolhidos para a aprendizagem da Inteligência Artificial, não tem que sair para fora do equipamento, algo que acontecia nos sistemas antigos. A Google, desde há muitos anos que já começou a implementar esta tecnologia, mas a verdade é que os dados que eram recolhidos eram enviados para servidores na cloud, e só depois eram usados a nosso favor. Para além disso, temos sistemas muito mais rápidos agora, graças aos processadores estarem dedicados ao nosso equipamento, sendo que para além disso abdicamos do tempo de transmissão de dados entre o nosso equipamento e servidores externos.

No futuro, prevê-se que o número de aplicações a usar inteligência artificial seja cada vez maior. A Huawei contribui muito para que haja essa possibilidade, já que o seu NPU é compatível com bibliotecas de desenvolvimento TensorFlow Lite e Caffe2, bibliotecas estas que irão permitir aos programadores uma maior facilidade no desenvolvimento das suas aplicações com inteligência artificial. A grande vantagem para os programadores, é o facto de poderem usufruir da grande capacidade de resposta de um processador inteiramente dedicado para cálculos nesta tecnologia.

Cada vez mais aplicações irão começar a tirar partido das capacidades deste NPU, sendo que para além de aplicações de câmara mais evoluídas, vamos ter também teclados mais inteligentes na previsão de palavras e correcções das mesmas, tradutores em tempo real mais evoluídos, sistemas de navegação com melhor ajuste de rotas consoante o nosso estilo de condução, sugestão de locais para refeições etc. Tudo isto, com grande desempenho energético, segurança e privacidade (devido aos dados estarem sempre do nosso lado).

É claro que ainda estamos numa fase muito primordial desta tecnologia, e por isso ainda deveremos ter que esperar alguns anos até que seja uma coisa banal. Para já, o futuro é promissor, e a inteligência artificial dentro do Huawei Mate 10 Pro já é capaz de trabalhar bastante bem para nós!

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