Nas últimas décadas vimos o esvaziar da capacidade produtiva Europeia, à medida que os principais nomes se deslocavam para os centros produtivos Chineses. Nos últimos dois anos vimos, no entanto, como esta cadeia de fornecimento pode ser frágil quando uma pandemia e todo um conjunto de circunstâncias colocam enorme pressão sobre os preços e prazos de transportes. Confrontada com este tema, a Lenovo tomou uma decisão impressionante, e abriu a sua primeira fábrica na Europa.

Situada em Ullo, na Hungria, a nova fábrica abriu com 1000 funcionários e capacidade de crescimento, tendo escolhido a localização pela sua centralidade e nervuras de transportes. O seu foco será, aparentemente, equipamentos para armazenamento de dados, servidores e workstations de gama alta, com uma capacidade produtiva de 1000 servidores e 4000 workstations diárias, para exportação para Europa, África e Médio Oriente.

Esta fábrica aliviará a pressão sentida nestes mercados, e poderá mesmo ter um efeito sistémico positivo no restante mundo da informática. Com casos como o do Ever Given a mostrar os perigos de uma cadeia de distribuição demasiado concentrada, somando-se os preços dos combustíveis e os valores dos contentores que se multiplicaram várias centenas de pontos percentuais, poderá não ser tão lucrativo quanto antes, apostar numa produção distante.

Resta ver se outras marcas seguirão este exemplo e como estarão os governos nacionais dispostos a ajudar na captação de novos recursos económicos para os seus países.

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