Os smartphones têm atingido preços extraordinários, para cima dos €900, e todos tentam justificar esse exagero de algum modo. Seja uma terceira câmara ou um notch, todos têm “aquela” característica que destacam. O Xiaomi Mi 8 Explorer Edition, por outro lado, tem praticamente tudo o que podemos desejar num smartphone, do reconhecimento facial ao ecrã sensível à pressão.

Sim. Lembram-se de quando os ecrãs sensíveis à pressão eram a próxima moda a explodir? A Huawei tentou ser a primeira a chegar com uma versão do Mate S que nunca chegou a ver a luz do dia fora da Ásia, e depois o Huawei P9 Plus também possuía um ecrã deste tipo, antes de praticamente nos esquecermos que a tecnologia existia. O Xiaomi Mi 8 Explorer Edition recupera agora a tecnologia a utiliza-a para criar um leitor de impressões digitais sob o ecrã que pode ser utilizado sem necessidade de pressão extra.

Com isto, a Xiaomi pode gabar-se de ser a primeira marca em todo o mundo a operacionalizar esta tecnologia, mas pode bem fazer o mesmo no sistema de reconhecimento facial 3D, o primeiro do seu género no sistema Android. A solução pensada pela Qualcomm é muito parecida em essência com a do iPhone X, recorrendo a uma câmara normal, uma câmara de infravermelhos, um projector de pontos e um iluminador. A imagem 3D inclui 33,000 pontos e a Xiaomi diz que as hipóteses de se contornar o sistema são de 1 num milhão.

O hardware impecável do Mi 8

O Xiaomi Mi 8 Explorer Edition mantém em essência o hardware do Xiaomi Mi 8, começando pelo Snapdragon 845 aqui acompanhado de 8GB de RAM e 128GB, a combinação de câmaras 12+5MP, mais câmara de 20MP frontal, bateria de 3,000mAh e um impressionante ecrã de 6.21 polegadas com 600 nits e contraste de 60000:1

E a grande mentira

O Xiaomi Mi 8 Explorer Edition apresenta um design arrojado que não deixa de invocar o iPhone X, mas sobe a parada com um painel traseiro em vidro translúcido que permite observar o interior e os componentes, como o Snapdragon 845.

No entanto, eis que a porca torce o rabo: as imagens são fascinantes, mas os componentes não são reais. O Snapdragon 845 não estaria visível daquele modo, completamente desprotegido contra o vidro e sem qualquer equipamento de refrigeração. Resulta daqui que tudo não passa de um truque em que a Xiaomi se limitou a imprimir no verso do vidro um posicionamento ideal dos componentes.

Infelizmente, este ponto mancha o que seria de outro modo um smartphone irrepreensível, e a Xiaomi tem a capacidade técnica para fazer melhor do que ilusões ópticas. O digno seria um exterior verdadeiramente translúcido ou então opaco em cerâmica, mas nunca uma ilusão.

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