A Nikon teve durante longos anos uma posição dominante no segmento das SLR, pelo que se compreende que tenha tardado a reagir no mundo das mirrorless. Mas com a mais recente Nikon Z50, a Nikon consegue muito aparentemente criar num corpo sólido e com bastantes funcionalidades, as principais virtudes de uma mirrorless: dimensões compactas e leves.

A compacta Nikon Z50 chega equipada com um sensor APS-C de 20.9MP derivado do presente na D500, com um sistema de foco híbrido por detecção de fases de 209 pontos com cobertura horizontal de 87% e vertical de 85%. O sistema de foco é o primeiro numa Nikon a incluir deteção de olhos. De destacar que o sensor pode subir até aos 51,200 ISO, mas não possui estabilização de imagem, ao contrário das suas congéneres full-frame.

Um processador Expeed 6 permite à Z50 uma cadência de disparo de 11fps com foco contínuo e vídeo 4K a 30fps. Poderemos igualmente filmar em câmara lenta a 120fps FHD, e será interessante mencionar.

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Do lado do software, a Nikon quer vocacionar esta câmara para viajantes e mesmo instragrammers à procura de uma boa câmara, mas de tamanho compacto. Por isso a Z50 inclui ferramentas de edição interessantes para que não seja necessário editá-las mais tarde no computador. Mas, para lá do software, o corpo em liga de magnésio inclui alguma proteção contra intempéries, permitindo fotografar com confiança no exterior, via um EVF OLED de 2.36 milhões de pontos. Entretanto, um ecrã posicionável de 3.2 polegadas está também disponível.

Quanto a objetivas, a Nikon Z50 é lançada com a Nikkor Z DX 16-50mm F3.5-6.3 VR, que inclui 4.5 stops de estabilização, e com a Nikkor Z DX 50-250mm F4.5-6.3 VR, com 5 stops de estabilização. Ambas as objetivas incluem um anel de controlo e parecem boas opções para uma câmara de viagem. Entretanto, as objetivas Z atuais encaixarão na Z50, mas como foram pensadas para full-frame teremos que nos lembrar que há que levar em consideração o fator crop. A Nikon diz-nos com algum interesse próprio, que isto até garante fotografias mais nítidas, o que não estará longe da verdade: mais perto do centro é onde as objetivas possuem a melhor performance.

Portanto, terá a Nikon Z50 os argumentos para atrair um público novo?

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