Desde que a primeira geração de portáteis com Windows on ARM foram anunciados, ainda com o Snapdragon 835, que sabíamos que o dia chegaria em que a ARM não poderia simplesmente colocar estes chips num portátil e dar-se por satisfeita. Nos últimos dias ouvimos por isso falar do Snapdragon 850, que seria o primeiro chip especificamente para computadores portáteis, e utilizando o palco da Computex, a Qualcomm oficializou-o.

No entanto, o novo chip traz poucas surpresas, sendo fundamentalmente um Snapdragon 845 com uma frequência máxima de 2.96GHz (curiosamente, a mesma que encontramos no ASUS ROG Phone) e essa é francamente a única optimização de monta, resultando da possibilidade do 850 poder ser utilizado em equipamentos maiores, com mais capacidade de refrigeração sem comprometer a integridade do chip.

Em termos de capacidade bruta, o Snapdragon 850 ainda estará longe da performance absoluta de que é capaz um chip Intel Core de última geração, mesmo um i3 ou um i5, desenhados para operarem com mais voltagem e, mais capazes por tanto de aplicar potência em sacrifício de autonomia.

As reais vantagens do 850 neste momento são a inclusão do modem X20 LTE e a autonomia de até 25 horas para um portátil, se bem que no caso da primeira tudo dependerá de quão exorbitantes serão os custos de utilização da rede, e no caso da segunda a Intel anunciou novos painéis para ecrãs que prometem possuir apenas 1 watt de potência, prometendo uma autonomia idêntica sem termos de cortar na capacidade de processamento do computador.

É que, mesmo com o Snapdragon 850 optimizado para o tipo de utilização de um computador, a esmagadora maioria das aplicações Windows 10 ainda não estão preparadas para correr com igual eficiência numa plataforma Windows on ARM e até isso acontecer, a Intel ainda tem a vantagem.

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