É nesta hora que o pessoal dos PCs resolve dar o salto para o lado negro.

Nos últimos dias esta tem sido a notícia mais divulgada em todos os cantos da internet: O grave problema dos processadores da Intel que compromete a segurança dos seus utilizadores.

Para quem não está a par do que se passa, esta falha em todos os processadores da Intel da ultima década permite que algumas aplicações mal intencionadas consigam ter acesso a áreas da memória kernel que deveriam estar protegidas e sem qualquer acesso a não ser pela própria máquina. Na teoria, esta falha dá a oportunidade a hackers de terem acesso às nossas passwords e dados privados que apenas a própria máquina deveria ter acesso, supostamente.

A Apple, que depois de muitos anos a usar processadores PPC passou a usar os da Intel quando os iBook e PowerBook foram substituídos pelos MacBook e MacBook Pro, tem-se mantido calada acerca do assunto como de costume. Mas hoje temos novidades bastante boas para os utilizadores dos Macs: A Apple tem esse problema da Intel resolvido já há algum tempo. Mais precisamente desde o update 10.13.2 que foi lançado há cerca de um mês (sim, antes sequer de o resto do planeta saber deste grave problema da Intel!).

Basica e resumidamente, a Apple passou a isolar a memória kernel dos restantes processos do utilizador, tornando assim o macOS resistente a qualquer tipo de falha de segurança por parte do processador. Isto funciona tudo ao nível do sistema operativo, sem a necessidade de repetir os processos como deverá ser a prática a adoptar pelos PCs, tornando-os por isso entre 5 a 30% mais lentos (devido a essa repetição). Os Macs não serão afectados por qualquer tipo de maior lentidão, já que o método será diferente do que os PCs irão adoptar.

O update lançado ontem ao macOS (10.13.3 beta 3) veio corrigir definitivamente esta falha:

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