As tensões comerciais entre EUA e China não dão sinais de abrandar, com os EUA a manterem por mais um ano a Huawei numa lista de entidades com as quais as empresas Americanas não podem negociar, excepto no caso de possuírem licenças especiais. Com Trump intransigente, a China prepara-se para retaliar com uma lista de empresas que não são de confiança.

Esta lista irá reunir todas as entidades estrangeiras, singulares ou coletivas, que tomem medidas discriminatórias ou bloqueiem os negócios de empresas Chinesas com bloqueios de fontes de matéria-prima ou cadeias de fornecimento.

Embora não se saiba quais as entidades que constarão nesta lista, ou sequer quais poderão ser as consequências, mas os rumores apontam para que a China coloque nesta lista Apple, Qualcomm, Cisco e Boeing. Esta lista poderá efetivamente fazer estas empresas perderem milhões de dólares em negócios lucrativos com as marcas tecnológicas Chinesas, das quais dependem fortemente. Digamos que, sem os milhões de smartphones Chineses vendidos com processadores e modems Qualcomm, a tecnológica Americana perderia a sua sustentabilidade muito rapidamente.

Mas, mais depressa, espera-se um efeito altamente desgastante de perda de confiança dos investidores, à medida que o governo Chinês lançar investigações a estas empresas, com as nuvens de ameaça a levarem à queda do valor destas companhias. Basta pensar que a perda da Boeing poderia traduzir-se em menos 100 aviões vendidos, por menos 30 biliões de Yuan por ano.

Entretanto, as marcas Chinesas não estão totalmente dependentes das estruturas Americanas. Recentemente, a Huawei começou mesmo a produzir chips na SMIC, na sequência de pressões Americanas sobre a TSMC. Fora esta alternativa, os chips da Samsung também estão disponíveis e, para já, livres de pressões, mas a tendência será para as marcas Chinesas desenvolverem independência face a qualquer fornecedor externo.

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