Foi em 2000 que apareceu o primeiro Suzuki Ignis. Esteve em produção até 2008, ano em que foi descontinuado. Depois, em 2016, a Suzuki decidiu trazer de volta este modelo, que é capaz de baralhar qualquer um que tente atribuir-lhe uma classificação: muito alto para ser parecido com um Mini, pequeno e sem a resistência para ser considerado um Crossover, mas ainda assim com tracção às quatro rodas. Se lhe tivesse que atribuir uma categoria, era a de “SUV Citadino”, já que tem altura para ser um SUV, assim como comprimento para ser um citadino.

O que é certo é que a Suzuki traz para este novo Ignis aquilo que melhor sabe fazer, e apenas num único veículo: carros pequenos e 4×4 robustos. Neste caso, o Ignis é um modelo que se adapta melhor para a estrada, mas que até pode dar a sua perninha fora de estrada.

Um design que nos deixa com duas opiniões distintas

Numa primeira fase deste ensaio, tenho que dedicar algumas palavras em relação ao design deste novo Suzuki Ignis. Na verdade, é um pouco complicado descrever o que sinto nesta componente, porque é um misto de sensações.

Com medidas compactas (3,7m de comprimento, 1,69 metros de largura e 1,59m de altura), o Suzuki Ignis cumpre as exigências necessárias para ser um um bom citadino. A componente de mini-SUV é realçada por dois motivos: a altura ao solo de 180mm, juntamente com uma forma quadrada e elevada.

Seguindo as tendências actuais, e talvez virado para um público mais jovem, o Suzuki Ignis pode ser personalizado com uma série de combinações de cores que permitem personalizar as barras de tejadilho, capas dos retrovisores, contornos dos grupos ópticos, grelha e faróis de nevoeiro dianteiros etc. Tudo isto para contrastar com a cor predominante da carroçaria.

No interior, dá-se seguimento a esta tendência, com os puxadores das portas, cores dos plásticos na consola central, nas portas e no tablier, assim como os contornos das saídas de ar condicionado a terem a mesma cor que a carroçaria. E sim, até agora estamos na presença de um carro jovial e refrescante.

Mas se a frente arredondada, a combinação de cores e o interior jovial até dão o ar da sua graça a nível de design, a traseira depois estraga tudo. É aqui que fica um misto de sensações. Parece que estamos na presença de um carro totalmente diferente, com um aspecto mais velho, um conjunto óptico que não encaixa. Algo não funciona bem, e pode-se dizer que este Ignis é um carro muito mais bonito quando visto de frente ou por dentro.

Prazer de condução

Motor com 1242 de cilindrada, 90cv e uma caixa de 5 velocidades. É verdade que os números aqui não impressionam, mas quando nos sentamos ao volante do Suzuki Ignis, tudo muda. Os 90cv de potência adequam-se perfeitamente para a estrutura deste SUV citadino, assim como para aquilo que se pretende dele. A caixa de 5 velocidades é bem escalonada e cumpre na perfeição, permitindo que o Suzuki Ignis solte toda a sua energia jovial nas estradas.

Mas o Suzuki Ignis que ensaiamos, a versão 1.2 GLX SHVS, conta com um sistema híbrido (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki) que acaba por fornecer até mais 4cv de potência extra, sendo que a bateria é carregada com o aproveitamento de todas as nossas travagens ou desacelerações. Este sistema híbrido é alimentado por uma bateria de 3kWh, apoiando o motor a gasolina quando se exige mais dele (quer seja no arranque, quer seja numa subida por exemplo), sendo uma ajuda relevante na optimização de consumos. E já que falamos em consumos, aproveito já para dizer que estes se situam na ordem dos 5.0l/100km. Um valor bastante interessante para o tipo de carro que é, assim como o circuito diário a que se destina (urbano).

A nível de conforto, este Suzuki Ignis mostra-se algo rígido quando encontramos pisos mais degradados, como por exemplo as estradas de Lisboa. Ainda assim, o carro é confortável na sua generalidade, com a suspensão a fazer bem o seu trabalho. Também é importante aqui referir a dinâmica deste modelo na estrada, sendo que apresenta um alto índice de maneabilidade e de agilidade na estrada, um carro que transmite para nós o que realmente temos nas mãos. Esta é uma particularidade que se tem vindo a perder ao longo dos tempos em alguns destes carros, que se tornam aborrecidos de conduzir.

Resumindo

O Suzuki Ignis é um carro que acaba por deixar uma grande satisfação durante a sua utilização. Para além de ser divertido de conduzir, acaba por se preocupar em estar na moda para os mais jovens, com um grande nível de personalização. Aparece bem enquadrado para lidar com o dia a dia na cidade devido às suas dimensões compactas, ainda para mais devido ao seu preço bastante interessante: 15.734€ de preço base, sem qualquer tipo de campanhas.

Ponto menos positivo é mesmo para o design menos conseguido na parte traseira, assim como para alguns plásticos do interior. Ainda assim, neste último ponto, é preciso dar um certo desconto devido à gama em que este modelo se insere.

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