Lembram-se do Frank? O smartphone conceptualizado por um adolescente Canadiano e que iniciou uma campanha no Indiegogo há pouco mais de uma semana? Como todas as histórias bonitas, por vezes há uma sombra por trás e o Indiegogo colocou um fim na campanha por violação dos termos de serviço. Afinal, este não era o conto de fadas que parecia.

O Frank ganhou imensa tracção graças a uma excelente história de fundo e um atitude inesquecível: um jovem Canadiano tinha decidido que não era possível termos que gastar $1000 num smartphone, muito menos ele que não tinha dinheiro para tal. Então pensou num smartphone que custasse cerca de $200 e fosse acessível a todos sem abdicar de comodidades modernas como leitor de impressões digitais. O segundo ingrediente era a atitude: o Frank dizia querer mostrar o dedo às grandes marcas e mostrar-lhes que nos estão a roubar.

O problema é que o jovem Canadiano teve muito pouca participação na concepção do smartphone. Segundo detalha o Android Police, podemos encontrar no Alibaba um desenho de referência OEM da Leegoog, que pode ser comprado em lotes por cerca de $125. O objectivo deste tipo de desenhos é podermos comprar em grandes quantidades e proceder a um rebranding. Os dois jovens Canadianos não teriam então desenhado o smartphone, mas estabelecido uma parceria para revender estes smartphones aos apoiantes da campanha, em flagrante violação dos termos de serviço do Indiegogo.

A verdade é que as campanhas de crowdfunding começam a ser um terreno muito arriscado para os apoiantes, com projectos muitas vezes duvidosos que não chegam a ir a lado nenhum. Um dos mais apreciados projectos a nascer desta aventura foi o Nextbit Robin, um smartphone que apostava seriamente na nuvem para incrementar os seus serviços.

Fora o episódio das unidades que derretiam após uma actualização, o Robin teve uma vida pacífica até a empresa ser comprada pela Razer. Recentemente, a marca que terá decidido fazer um smartphone em nome próprio, cancelou todo e qualquer suporte ao Robin, significando que mesmo que tenhamos comprado um nos últimos seis meses, não há qualquer garantia.

Mas um par de jovens Canadianos quis fazer algo diferente e trouxe para a plataforma um smartphone barato e acessível. Isto pode parecer escandaloso se pensarmos que o equipamento já existia na realidade, mas a verdade é esta: desenhar de raiz um smartphone, comprar as peças e planear a produção não custa uma bagatela de qualquer modo.

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