criptomoedas

Quando se é John McAfee, tem-se uma combinação entre lenda e informática que permite fazer declarações hiperbólicas como “inviolável”, relativamente a uma carteira de criptomoedas. Mas quando se é John McAfee, é também expectável que a realidade nos atinja na cara com uma bofetada, ou com o jogo Doom, instalado numa peça de hardware supostamente impenetrável.

E inviolável é algo que uma carteira de criptomoeda deveria ser, principalmente quando pede $200 apenas para nos permitir levar o nosso dinheiro electrónico para todo o lado sem perder conta às transacções e aos valores do momento. A carteira da BitFi, apadrinhada por John McAfee, no entanto, não parece ser particularmente segura e já no decorrer da semana passada foi hackeada quando o software foi crackado e instalado num banal computador.

Agora, para acrescentar insulto a toda a situação, a própria carteira física foi hackeada, permitindo instalar o mítico jogo Doom. Este ponto não é inócuo, mas particularmente perigoso, já que pressupõe o acesso integral ao hardware, incluindo ler e escrever da memória e exibir dados no ecrã e ler input neste. Por outras palavras, podia ser o Doom ou qualquer outro software: é simplesmente fácil pegar na carteira da BitFi e instalar um software com acesso a todos os dados das criptomoedas e chaves aí contidas.

A BitFi tem em vigor uma campanha que oferece $10.000 de recompensa a quem encontrar vulnerabilidades na sua carteira. Esta campanha sucede a uma campanha inicial de $250.000 que poderá ter parecido demasiado excessiva, tendo em conta a quantidade de recompensas que poderão ter que ser distribuídas a este ritmo.

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