A inteligência artificial está na moda e muitas vezes não passa de uma expressão sonante para efeitos giros e frívolos nas fotografias. No entanto, a inteligência artificial tem um papel importante na gestão do smartphone e em aplicações que de facto necessitem de reconhecimento avançado de imagens. É nesse capítulo que irá incidir o Helio P70 da MediaTek, cujo lançamento estará para breve.

Com o P60, a MediaTek de certo modo renasceu das cinzas e voltou a ser um nome importante na gama média, depois de muito tempo a perder quota para a Qualcomm e a descer no interesse dos utilizadores. O MediaTek Helio P70 aprende as lições do seu antecessor e mantém a intenção de oferecer o máximo de funcionalidades sem estourar o funding das marcas.

Como tal, o P70 manterá o fabrico em 12nm, eficiente, económico e fiável, e um modem LTE 12 que não será particularmente impressionante. Em troca, com uma arquitectura octa-core com quatro núcleos Cortex A73 e quatro Cortex A53, a performance deverá andar perto da do Snapdragon 710.

Complementarmente, o MediaTek Helio P70 inclui três ISP (processadores de sinal de imagem) com suporte para até 32MP, mas a verdadeira aposta é mesmo na inteligência artificial. Assim, a Unidade de Processamento Acelerado (APU) do Helio P60 é substituída por uma NPU (Unidade de Processamento Neural) completa, destinada às tarefas de reconhecimento de imagem, e capaz de integrar sistemas de mapeamento 3D em reconhecimento facial e aplicações de realidade aumentada. Os detalhes são escassos quanto às capacidades desta NPU. Não obstante, a sua inclusão coloca o P70 num clube muito restrito de processadores com NPU que neste momento inclui os Kirin 970 e 980 ou o Apple A12 Bionic, ou seja, chips de gama alta.

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