O Samsung Galaxy S10 tem sido alvo de inúmeras fugas de informação e algumas mostram bem porque é que quem viola dados de embargo coloca em perigo todo o esforço de uma marca ao passar uma imagem que não conta a história toda. É o caso deste vídeo do Galaxy S10+ onde se mostra um descomunal buraco para permitir ao leitor biométrico no ecrã funcionar.

À primeira vista, muitos têm verbalizado quão surpreendente é esta necessidade, quando tantas marcas já usam leitores biométricos no ecrã sem necessidade de um buraco para lhe permitir funcionar. As forquilhas e as tochas saíram à rua a exigir explicações.

Mas sem razão. A primeira coisa a notar é que não estamos perante um protector de ecrã, mas o que parece ser uma capa de silicone que envolve todo o ecrã e as laterais. É o tipo de protecção que hoje em dia já tem que ter uma perfuração para o leitor biométrico, esteja ele onde estiver. E todos somos livres de não usar uma.

O segundo exagero é pensar que se trata de um problema ou especificidade do leitor ultrassónico que a Samsung utilizará, por comparação aos leitores ópticos usados actualmente por Xiaomi, Huawei, ou outras marcas. Pois eu garanto-vos que nenhum leitor óptico ou reconhecimento facial mobilizado por qualquer marca funciona adequadamente com uma capa de TPU/silicone em cima do ecrã. E se funcionar então vocês têm um problema, porque significa que o leitor é suficientemente impreciso para ler uma impressão digital difusa através de um material que não garante a melhor recolha e autenticação possível.

Inversamente, já sabemos que existem dúvidas reais quanto à segurança dos leitores ópticos para salvaguardar a autenticação do utilizador em aplicações sensíveis. Até ver, o leitor ultrassónico dos Galaxy S10 é amplamente mais seguro e não necessitará de buracos com protectores normais, embora obviamente a degradação destes ecrãs possa gerar erros de leitura, um problema comum a qualquer marca com leitor biométrico no ecrã!

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