O Samsung Galaxy Fold desapareceu de cena, mais depressa do que chegou. Depois de mais de um ano de rumores, o smartphone foldable da Samsung foi finalmente anunciado oficialmente em Fevereiro, para em Abril a marca recolher as unidades enviadas para a imprensa, depois destas começarem a mostrar problemas, uns decorrentes de erros dos jornalistas, outros imputados a falhas no desenho.

A Samsung adiou indefinidamente o lançamento do Fold e os clientes foram questionados quanto a se queriam manter as suas encomendas. O maior problema detectado remetia para a intrusão de detritos na zona da dobra, criando desníveis no ecrã, com potencial para o danificar a muito curto prazo. A grande dúvida seria se o Fold estaria tão condenado quanto o Note 7, ou se haveria solução.

Ao contrário do que aconteceu com o Galaxy Note 7, a Samsung utilizou a oportunidade da experiência inicial da imprensa para limar quaisquer arestas, e parece já ter corrigido os principais problemas do Fold. Assim, a Samsung terá “atracado” o filme protector entre o painel e o corpo do Fold para evitar que os utilizadores se sintam tentados a arrancá-lo. Neste caso, é uma medida à prova de tolos que nem deveria ter que existir, mas parece que a maioria de nós está tão habituado a fazer unboxings, que tudo o que parecer sair, tem de sair.

A correcção relativa ao ingresso de detritos é mais difícil, e parece que a Samsung terá reduzido o tamanho do espaço aberto em ambas as extremidades do smartphone, pelo menos dificultando a entrada de lixo. Ainda assim, parece que o risco é minorado, mas não eliminado por completo, porquanto a abertura continua lá, ainda que com menor tamanho.

Entretanto, as notícias andam algo escassas sobre os concorrentes do Samsung Galaxy Fold, talvez porque as marcas interessadas neste mercado estão igualmente interessadas em ver onde isto irá parar para a Samsung, procurando evitar elas próprias os mesmos problemas. Por exemplo, com a sua abordagem de ecrã no exterior, a Huawei tem que perceber se o ecrã não está neste momento sob sério risco de dano, considerando ser um painel flexível que não é possível proteger com vidro sólido.

Mesmo que a Samsung consiga corrigir eficientemente os problemas do Fold e anunciar uma nova data de lançamento, os smartphones foldable são – neste momento – ainda um experimento longe de preparado para utilização em massa.

 

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