Os Redmi Note 8 e Redmi Note 8 Pro foram lançados no final de Agosto e, numa análise fria das especificações, parecem colocar uma nova fasquia de qualidade na gama de entrada. O Redmi Note 8 Pro é efetivamente comercializado como vocacionado para o gaming, mobilizando para isso uma câmara de vapor para dissipação de calor e o potente MediaTek Helio G90T. O chip da MediaTek chega carregado de especificações premium como dual WiFi e LTE para nunca sofrermos com interrupções nos jogos. No entanto, é o processador que tem recebido mais reservas por parte dos utilizadores.

Uma das principais reticências invocada pelos utilizadores é que dificilmente terão acesso a um port da GCAM com um MediaTek. Mas muitos utilizadores invocam um passado não muito distante da MediaTek com processadores que tendiam para o sobreaquecimento e pouca optimização, ficando a sua performance atrás daquela oferecida pelos Qualcomm. Particularmente no domínio gráfico, onde as Adreno têm dominado, pelo que um MediaTek ser comercializado com fogo nos jogos parece fundamentalmente irónico.

Mas a MediaTek é a primeira a perceber que a sua imagem pública não é boa. A marca sabe que a Xiaomi está a correr um risco com o Redmi Note 8 Pro e pensa que este será o smartphone que muda a percepção que o público em geral tem da MediaTek.

“Quando o Redmi Note 8 Pro chegar ao mercado e os utilizadores virem as features e a performance de que é capaz, penso que a sua mentalidade mudará e o smartphone sair-se-á bem na Índia, como na China”, declarou o representante da MediaTek na Índia ao India Today (via GizmoChina). Realço aqui que o Redmi Note 8 Pro vendeu mais de 300,000 unidades na sua primeira ronda de vendas, pelo que o sucesso será, já nesta fase, difícil de questionar. Todavia, serão as primeiras reviews a dar aos utilizadores no geral algo mais palpável quanto ao que este equipamento vale realmente.

Para a MediaTek ter de facto sucesso, a fabricante terá que apostar a sério na facilitação das atualizações de software e sistema operativo dos equipamentos com os seus processadores, algo que não aconteceu de todo no passado.

Mas, quanto ao Helio G90T, este é um chip de uma nova era para a MediaTek. Depois do falhanço completo dos seus deca-core de gama alta, como o MediaTek Helio X30 que saiu em apenas 4 modelos de smartphones, a marca procurou reinventar-se. Colocando-se novamente na gama média, processadores como o Helio P60 contribuíram para ser um nome melhor aceite pelo preço certo, mas o caminho para se reabilitar ainda tem de ser percorrido.

O Helio G90T pode bem ser uma boa parte desse caminho. Fabricado em litografia de 12nm, a sua eficiência energética poderá ser inferior a concorrentes fabricados em 8nm, como o Snapdragon 730 que será dos seus maiores rivais. Mas a diferença pode não ser muito, face à performance quase equivalente e a um preço que pode ser mais dócil para o consumidor.

Pessoalmente, acredito que o Redmi Note 8 Pro é um excelente produto e não hesitaria em o adquirir por causa do Helio G90T.

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