Desde dia 08 de Março nas lojas nacionais, os Samsung Galaxy S10 apresentam na sua versão base e na versão S10+ uma importante inovação na forma do leitor biométrico embebido no próprio ecrã. Este leitor é significativo porque é ultrassónio, não óptico, pelo que é mais seguro, mais simples para ser utilizado e mais rápido. Dito isto, têm sido reportadas dificuldades devido a sujidade nos dedos, arranhões nas impressões digitais, etc., e a Samsung está a trabalhar activamente para melhorar a capacidade do seu leitor. Após duas semanas de utilização do Galaxy S10+ posso dizer que o leitor é amplamente superior aos ópticos actualmente em circulação, mas passei pela minha dose de sarilhos em que tive que repensar como utilizar um sensor biométrico, porque não estava a obter a experiência de qualidade que esperava. A certa altura cheguei lá e o leitor funcionou exemplarmente, pelo que vos deixo as seguintes dicas.

Não precisas fazer força

Uma característica dos leitores ópticos em circulação em muitas marcas, é que precisamos fazer alguma pressão sobre o ecrã para activar o leitor. No caso do leitor do Samsung Galaxy S10+, este requer zero pressão no ecrã e caso façamos pressão podemos apenas gerar mais dificuldades no desbloqueio.

A Samsung pode induzir em erro os utilizadores porque no processo de configuração é solicitado ao utilizador que pressione o ecrã com mais força para registar o dedo. Mas é apenas aí e só aí. Posteriormente, como o ecrã pode ser acordado com um toque, ao encostar o dedo na zona do leitor, este activa-se e desbloqueia o ecrã em 1 segundo.

Reparem que é mais rápido o desbloqueio quando o ecrã já se encontra ligado. Se desbloquearem a partir do ecrã desligado aguardem esse segundo em vez de levantarem o dedo por pensarem que já falhou a tentativa.

Neste ponto, o sensor é igual a qualquer leitor ultrassónico corrente, onde não utilizamos qualquer tipo de pressão e é assim que o vamos utilizar melhor.

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Utiliza a parte mais larga do dedo

Esta custou-me a chegar lá, mas depois de ter que apagar e adicionar impressões digitais percebi facilmente que o leitor era praticamente infalível com a porção mais plana do polegar (ou outro dedo), portanto o truque aqui é configurar a impressão digital predominantemente com esta porção do dedo e retirar a importância às posições em viés. Até porque queremos que este leitor seja seguro e não tenha falsos positivos.

 

Configura várias impressões para o mesmo dedo

Fez-se luz? Eu até tenho uma impressão digital muito bem configurada, mas a seguir o meu dedo arranha-se, está suado ou tem pó, e de repente já não funciona bem a leitura. Mas isto não é diferente dos restantes leitores, excepto talvez porque o ecrã tem mais tendência para acumular detritos.

Obviamente que podemos configurar várias impressões digitais, e geralmente configuramos uma para cada dedo. Má ideia. Depois de registarem a primeira impressão digital para o dedo que querem, seguindo as instruções, configurem mais duas ou três para o mesmo dedo, seguindo os mesmos preceitos, variando a posição preferencialmente, e perceberão que se torna quase impossível falhar o desbloqueio, porque pelo menos um dos registos irá corresponder!

Em suma, o leitor ultrassónico do Samsung Galaxy S10 é um trabalho em evolução, com a Samsung a reconhecer que irá melhorar a sua funcionalidade, mas depois de perceber que é preciso utilizar este leitor de um modo próprio e reaprender as minhas rotinas, o leitor não só funciona quase infalivelmente, como funciona melhor que os actuais leitores ópticos. Por isso, espero que estas dicas vos ajudem desse lado.

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