No alinhamento de processadores da Intel, os chips da família U são os destinados aos ultraportáteis, já que funcionam com uma voltagem mais baixa (ultra-low power), enquanto os chips HQ se direccionam aos portáteis convencionais ou de gama alta com gráficos de alta performance (High performance graphics, Quad-core). Os mais recentes dados relativos ao futuro Snapdragon 1000 indicam que o chip da Qualcomm terá uma grande possibilidade de competir em potência com os Intel Core de última geração da família U.

Que o Snapdragon 1000 terá uma TDP de 12W já não será particularmente uma novidade, mas um novo artigo do Winfuture.de indica outros detalhes interessantes. Por um lado, a TekGenius já tinha questionado como poderia a Qualcomm colocar este chip num patamar equivalente a um processador Intel Core. A resposta é múltipla, mas começa no aumento do tamanho do chip que terá 2cm por 1,5cm. Por comparação, um Intel Core i5-8250u quad-core (já bastante poderoso) possui 4,2 x 2,4cm, e um Snapdragon 845 possui 1,24 x 1,24cm. O Snapdragon 1000 será, por isso, substancialmente maior em área que o 845, passo importante para conseguirmos maior área de dissipação de calor.

No entanto, podendo ser fabricado num processo de 7nm, facto ainda sem confirmação, mas mais do que provável, o Snapdragon continuará a poder ser bem mais pequeno que um Intel fabricado numa litografia de 14nm. Embora o Winfuture.de declare que a refrigeração activa não é essencial, a perda de calor irá torná-la praticamente obrigatória, se o fabricante quiser tirar o máximo proveito da potência do processador.

O maior detalhe revelado pelo site é, no entanto, a possibilidade do Snapdragon ser um processador com socket, não um SoC como tem sido a norma até agora. A diferença é fundamental e significa que a Qualcomm não fornecerá um processador soldado à motherboard, mas um que pode ser substituído quando avariar ou surgir um sucessor. Este ponto é extremamente interessante para o mercado portátil, onde muitos dos processadores são BGA, portanto soldados à motherboard, principalmente no caso dos Core U.

 

Onde fica a super autonomia?

O Snapdragon 1000 promete deste modo ter capacidades amplamente superiores às de qualquer chip de smartphone actualmente no mercado. O facto de ser direccionado para portáteis permite-lhe essa ambição, mas em troca dos 12W de TDP a autonomia superior a 24 horas será muito difícil de garantir.

A parte positiva desta perda é que o chip poderá3 ter de facto uma performance mais ameaçadora face aos Intel Core, se bem que teremos sempre que levar em consideração a degradação de performance necessária à emulação. Com esta TDP e o auxílio de refrigeração activa, o Snapdragon 1000 deverá conseguir atingir a frequência máxima de 3.0GHz que a ARM assinala para os Cortex A76, mais do que prováveis núcleos do SD1000, mas também aqui a autonomia máxima fica comprometida.

A alternativa real para se obter a prometida autonomia na ordem das 24 horas será a inclusão dos novos ecrãs Intel de 1 watt.

E o projecto Andromeda

Finalmente, há o caso de uma descrição para uma vaga de emprego na Microsoft, que menciona trabalho no desenvolvimento do SD1000, incluindo no projecto Andromeda. Ora, o projecto Andromeda tem sido um mistério que muita comunicação social tenta clarificar e poderá referir-se a um smartphone ou o quase mítico sucessor do “Surface Phone”, uma espécie de híbrido entre smartphone e portátil.

Quando o Snapdragon 1000 chegará ao mercado é algo que ainda não sabemos e assunto sobre o qual poderemos fazer apenas um juízo informado, mas 2019 é um dado praticamente adquirido.

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